A celebração da Sexta-feira Santa, 3, uma das datas mais importantes do calendário cristão, convida os fiéis a mergulharem no significado da paixão, crucificação e morte de Jesus Cristo. Mais do que um momento de dor, a data representa, para os católicos, a expressão máxima do amor de Deus pela humanidade.
Em Paranaguá, o pároco da Paróquia Nossa Senhora da Paz, padre Thiago da Silva, destaca que o dia é um chamado à reflexão profunda sobre o sacrifício de Cristo e seus ensinamentos.
“A Sexta-feira Santa, no seu significado, é o convite para que cada um de nós revivamos profundamente o mistério da paixão, crucificação e morte de Jesus, que é a expressão máxima do amor redentor de Deus à humanidade”, afirmou.
Tradicionalmente, a principal celebração ocorre às 15 horas, horário que, segundo a tradição cristã, marca o momento da morte de Jesus na cruz. Para o padre, esse momento é carregado de simbolismo e convida os fiéis à contemplação.
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“Ao contemplarmos a cruz na Sexta-feira Santa, somos lembrados não apenas do sofrimento de Cristo, mas do seu significado profundo, que é a nova aliança entre Deus e a humanidade, selada justamente pelo sacrifício de seu filho”, explicou.
Padre Thiago também ressalta que a cruz representa um Deus que compartilha das dores humanas e chama os fiéis a uma postura de transformação. “A cruz também revela um Deus que assume as dores humanas e nos chama à conversão, à solidariedade e à união dos nossos sofrimentos aos de Cristo”, destacou.
Apesar de ser marcada pela dor e pelo luto, a Sexta-feira Santa também é vista como um momento de fortalecimento da fé e da esperança diante dos desafios da vida. “Esse dia, embora marcado pela dor, também fortalece a nossa fé, nossa esperança diante das realidades difíceis do mundo, como, por exemplo, a violência, a injustiça e o sofrimento humano”, pontuou.
Por fim, o pároco reforça que a data convida à reflexão sobre o sentido das próprias dores e ao compromisso com o próximo. “Na Sexta-feira Santa, também revivemos a paixão de Cristo, que dá sentido às nossas próprias dores, despertando em nós uma atitude de compaixão e compromisso com todos os que sofrem”, finalizou.