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Sem ‘Caso Master’ e ‘INSS’, mas defendendo reformas, PT lança manifesto para as eleições

Documento de 8 páginas, intitulado ‘Construindo o futuro: Manifesto do PT para seguir transformando o país’, começa falando das tensões geolpolíticas mundias

Ricardo Stuckert / PRLula passou dos duas cirurgias na sexta-feira (24)

O Partido dos Trabalhadores lançou um manifesto com as estratégias para as eleições de 2026 e a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entretanto deixou de fora referências ao Banco Master e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), mas apostou nas reformas que dizem fazer parte de um “um projeto nacional de desenvolvimento, orientado por objetivos estratégicos claros e sustentado por uma correlação de forças capaz de
enfrentar privilégios historicamente consolidados.”.

O manifesto do partido oficializa o apoio ao fim da escala de trabalho 6×1 e outras seis necessárias, como:

  • Reforma política e eleitora;
  • Reforma tributária;
  • Reforma tecnológica;
  • Reforma do Poder Judiciário;
  • Reforma administrativa.

“Esas reformas estruturantes organizam o núcleo estratégico do projeto nacional e consolidam o caminho que o Brasil já começou a trilhar.”, diz. “Elas implicam a continuidade e o aprofundamento das políticas públicas e projetos estruturantes em curso. E exigem que o Brasil dê um passo além neste próximo ciclo: que consolide este legado.”, acreita.

Força do Brasil e defesa soberania

O documento de 8 páginas, intitulado “Construindo o futuro: Manifesto do PT para seguir transformando o país”, começa falando das tensões geolpolíticas mundias. “As eleições de 2026 serão disputadas no Brasil em um cenário de avanço da extrema-direita e do fascismo nos principais países da Europa e das Américas.”, diz. “Sistema que se organiza sob a lógica da concentração de riqueza, diante do colapso, não corrige suas distorções: socializa prejuízos e preserva privilégios.”, acrescenta.

“A democracia é tensionada pela desinformação e pela captura do espaço público por interesses privados. Nesse contexto,  reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva é decisiva para o futuro do Brasil e para o campo democrático internacional.”.

Parte do documento alfineta os EUA, dizendo que a ordem internacional sob hegemonia dos Estados Unidos se desestabiliza diante da ascensão de novas potências. “Guerras, sanções, bloqueios e intervenções voltam ao centro do tabuleiro geopolítico, corroendo o direito internacional e aprofundando crises”, diz o documento. “A democracia, cada vez mais mediada por plataformas privadas, tornou-se terreno de disputa desigual.”, acrescenta.

Terras raras 

Outro assunto que se fez presente no manifesto, fora as terras raras, da qual o PT enfatizou que é imperativo que
o Brasil assuma o protagonismo sobre suas reservas “Explicar o valor desses recursos é explicar a nossa independência: sem terras raras, não há transição energética nem soberania digital.”, diz.

” Brasil detém uma das maiores reservas do planeta e não pode aceitar o papel de mero exportador de minério bruto; nosso projeto exige que o processamento e a inteligência sobre esses minerais ocorram em solo nacional, gerando empregos qualificados e protegendo nossa riqueza contra a cobiça internacional.”, acrescenta.

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