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Segurança ou perigo em área da BR-277, em Morretes?

Moradores de algumas comunidades que ficam às margens da BR-277, como Rio Sagrado e Sambaqui, em Morretes, ou que trabalham na região, procuraram o JB Litoral em busca de respostas. Eles alegam que sofrem com uma recente alteração realizada na pista: a colocação de um guard-rail, as chamadas defensas metálicas ou guarda-corpo.

Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral

O equipamento é uma barreira de segurança utilizada em rodovias e outras vias para evitar que veículos desgovernados saiam da pista, reduzindo o risco de acidentes graves. No Brasil, sua instalação é obrigatória em locais com risco de queda, como em curvas acentuadas, em trechos com desníveis e em pontes, seguindo as normas de segurança viária estabelecidas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT.

Ana Maria Sapelli Pereira – Moradora do Sambaqui
Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral

Porém, no km 24, da BR-277, o dispositivo tem surtido efeito contrário, trazendo mais insegurança para quem precisa atravessar a rodovia, segundo defende a moradora do bairro Sambaqui, Ana Maria Sapele Pereira, de 59 anos.

Porque em vez de tomar uma atitude para melhorar, aí complica mais a situação. Colocaram um bloqueio ali, onde a maioria das pessoas e muitas que trabalham em Paranaguá precisam atravessar. Primeiro fecharam a trincheira, agora bloquearam a área para os pedestres atravessarem a rua”, alega.

ACESSO FECHADO

A moradora se refere a um acesso que ficava sob a rodovia, que seria irregular, tanto para pedestres quanto para veículos, segundo a Prefeitura de Morretes. Ainda de acordo com a Administração Municipal, há cerca de vinte dias, a EPR Litoral Pioneiro, concessionária que administra a rodovia, teria aberto um buraco nesse acesso, impedindo a passagem de veículos por se tratar de uma estrutura de uma canaleta de drenagem e não de uma trincheira para a circulação viária. Com isso, os pedestres também acabaram impedidos de atravessar a rodovia pela canaleta e, agora, são obrigados a se arriscar em meio a carros e automóveis de carga.

Travessia Morretes km 24 Fotos Diogo Monteiro JB Litoral  (26)
Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral

A servente Eni Ribeiro de Campos trabalha na Escola Municipal Professora Desauda Bosco da Costa Pinto, que tem cerca de 500 alunos. Ela também diz que, agora, está um sufoco para fazer o trajeto. A servidora mora no Centro da cidade, e todos os dias vai de ônibus até a escola, localizada no bairro Martha, bem próximo à rodovia. Na volta para casa, ela precisa atravessar a BR para pegar o coletivo novamente.

Dia de chuva é pior. A gente tem que passar pelo guard-rail, que está molhado, daí molha a roupa, a gente corre o risco de se machucar ao pular. Dificultou bastante a nossa vida”, lamenta Eni.

Ela explica que antes conseguia atravessar e acredita que teria como se proteger em uma eventual perda de controle, por parte de algum motorista que viesse a sair da pista.

É a nossa única rota de caminhada para o local de trabalho. Não tem outra. Tinha trincheira ali embaixo, eles abriram um buraco. E antes, a gente poderia dar a volta por baixo da trincheira e sair do outro lado. Mas, a empresa lá em cima mandou fechar, abrir o buraco e nós não temos passado ali pela trincheira, agora nosso único meio de passar é aqui [pulando o guard-rail e atravessando a rodovia]”, completa.

REIVINDICAÇÃO POR TRAVESSIA SEGURA

O vereador do bairro e morador do Sambaqui, Valdecir Moura (MDB), conhecido como Vardinho, já reivindicou que algo fosse feito para melhorar a situação. Em conversa com o JB Litoral, ele conta que houve uma reunião com representantes da Prefeitura, vereadores e um engenheiro da concessionária, na qual o parlamentar pediu que, se não fosse possível construir uma passarela, o melhor seria deixar como estava antes, sem o bloqueio da defensa metálica.

Foto 1 – Vereador e Moradores
Vereador e moradores da região cobram soluções. Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral

Precisamos que a EPR, junto ao DNIT e à ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres], faça uma pista de desaceleração para a entrada do colégio e de toda a região. E essa é uma reivindicação da comunidade. Por aí você vê a velocidade desses caminhões. Agora, imagina um ônibus, com 70, 80 crianças desacelerando em cima da pista?”, reforça Vardinho.

O local não tem passarela ou qualquer outro acesso seguro para pedestres. Há alguns dias, os pedestres dividiam a trincheira com os carros para acessarem o outro lado da Rodovia.

CONTRADIÇÕES

A Prefeitura de Morretes afirma, por meio de nota enviada ao JB Litoral, que está acompanhando a situação e solicitando providências à concessionária, além de orientar os moradores quanto ao uso adequado dos acessos oficiais à BR, para evitar riscos de acidentes.

O local, de acordo com a Administração Municipal “está sob responsabilidade da EPR Litoral Pioneiro, empresa que detém a gestão plena da faixa de domínio, inclusive acessos a marginais e estruturas anexas”. Mas, esclarece que “o local em questão não integra a malha viária oficial, sendo parte do sistema de drenagem. O acúmulo de areia decorre justamente dessa função. Por ser um ponto de uso irregular, não há previsão contratual de pavimentação ou melhoria viária nesse trecho específico”, conclui a nota.

A EPR Litoral Pioneiro, por sua vez, nega que tenha realizado uma obra no local e que o ponto onde há a canaleta de drenagem, usada como trincheira até três semanas atrás, está fora da sua faixa de domínio.

Posteriormente a publicação da reportagem, a EPR Litoral Pioneiro, encaminhou uma nota atualizada sobre o assunto. No documento, eles reafirmam que a “obra citada está fora dos limites de atuação da concessionária e, por isso, não realizou qualquer intervenção no local”. Sobre as defensas metálicas declarou:  “A concessionária destaca ainda que a instalação de defensas metálicas tem como principal objetivo proteger os usuários da rodovia. Esses dispositivos de segurança são essenciais para reduzir riscos em caso de incidentes, oferecendo uma barreira de contenção que ajuda a preservar vidas. As instalações das estruturas foram alinhadas com os órgãos competentes”.

Informou ainda que “até o sexto ano de concessão serão construídos dispositivos de interconexão, que irão tornar ainda mais seguras as manobras no local”.

E, por fim, concluiu que “segue aberta ao diálogo com as comunidades onde atua para ouvir sugestões de melhorias, prezando sempre pela segurança de todos os usuários da rodovia”.

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