Diante de um cenário de avanços salariais e insatisfações acumuladas, a Prefeitura de São Paulo encaminhou à Câmara Municipal projeto de lei propondo reajuste linear de 5,2% para todos os servidores públicos, incluindo comissionados, ativos, aposentados e pensionistas com paridade.
A medida que terá impacto de R$ 1,2 bilhão no orçamento municipal, será aplicada em duas etapas: 2,6% em maio de 2025 e 2,55% em maio de 2026.
Nas últimas semanas, uma briga se instalou em torno das propostas nada amigáveis.
Representantes sindicais criticam os reajustes e acusaram o prefeito Ricardo Nunes (MDB) de faltar com o diálogo.
Na terça-feira (15), ocorreu manifestação em frente ao prédio da Prefeitura, liderada por sindicatos que representam as várias categorias do funcionalismo.
Greve geral
Foi aprovada no início da tarde de quarta-feira (16) de forma unânime pelos servidores da prefeitura uma greve por tempo indeterminado. A assembleia aconteceu em frente ao prédio da Câmara Municipal, na Bela Vista, Região Central. Iniciada pelos funcionários da educação, a paralisação se estenderá as demais áreas. Segundo entidades sindicais, o reajuste proposto não é suficiente para cobrir a inflação acumulada desde a última alteração (5,16%, pelo IPC-Fipe, entre março de 2024 e de 2025).
A Prefeitura, por meio do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), conseguiu liminar em que obriga as escolas a funcionarem com, no mínimo, 70% dos profissionais. Quem descumprir estará sujeito a multa diária no valor de R$ 10 mil por “graves prejuízos causados à população”.