A vereadora de São Paulo, Sonaira Fernandes (PL), fez discurso na sessão da Câmara Municipal de terça-feira (24) em defesa da “família cristã e conservadora”. Segundo a parlamentar, que estava acompanhada da filha e do marido, foi a reação por ataques sistemáticos dirigidos a pessoas que compartilham os mesmos valores nos últimos tempos. Na mesma fala, denunciou o aumento da cristofobia devido a sistemáticos atos discriminatórios.
Os casos recentes, para a edil, não passam de “deboche, hostilidade e ataques disfarçados de humor”. Exemplo recente aconteceu no Carnaval com a escola de samba do Rio de Janeiro, Acadêmicos de Niterói, que retratou a representação consagrada de família como se fosse um produto enlatado em conserva em uma de suas alegorias. Ela questionou o que haveria de errado em defender o conceito, conforme prega os ensinamentos cristãos.
Também reforçou que seguirá na luta em defesa da pauta, pois na sua opinião, a família é a base de uma sociedade. Outro ponto abordado foi uma declaração de Eduardo Bueno, jornalista e escritor gaúcho conhecido popularmente como “Peninha” de que “evangélicos não deveriam ter o direito a voto” em vídeo no final de janeiro.
Com base em dados do mais recente Censo do IBGE, de 2022, Sonaira o classificou como “analfabeto histórico” e a fala como uma “afronta”. Mais da metade dos praticantes de denominações protestantes, de acordo com o levantamento, são pessoas que se autodeclaram pardas ou pretas. Para a vereadora, esse segmento da sociedade continuará sendo determinante em campanhas eleitorais. Por fim, alertou sobre os candidatos que se valerão desse filão para conquistar votos nas eleições de outubro.