A correlação de forças na Câmara Municipal de São Paulo pode sofrer mudanças significativas caso sejam confirmadas a perda de mandato de Rubinho Nunes (União Brasil) e dos quatro vereadores eleitos pelo Progressistas: Murillo Lima, Sargento Nantes, Janaína Paschoal e Major Palumbo.
As decisões judiciais em curso envolvem denúncias de fraude eleitoral e uso de documento falso, com potencial para beneficiar diretamente a oposição ao prefeito Ricardo Nunes (MDB), que atualmente conta com 18 dos 55 parlamentares. No caso do Progressistas, o Ministério Público Eleitoral defende a cassação da chapa por descumprimento da cota mínima de 30% de candidaturas femininas.
Já Rubinho Nunes foi condenado, em primeira instância, por divulgar um laudo falso sobre o deputado Guilherme Boulos (PSol), adversário político na corrida pela prefeitura. A eventual perda dos 101.549 votos de Rubinho e dos 355.445 do Progressistas abriria espaço para três novos vereadores da oposição: Manoel Del Rio (PT), Débora Lima (PSOL) e Dr. Edson da Paiol (PSB). A base governista, por sua vez, vive um momento de instabilidade e queixas de isolamento político, trazendo um sentimento de incerteza acerca do governo Ricardo Nunes (MDB) que falou muito na época das eleições e agora não vem cumprindo o que prometeu.