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Rússia manda homens que frequentam saunas fazerem teste de sêmen para checar fertilidade

O Ministério da Saúde da Rússia atualizou suas recomendações para testes de saúde reprodutiva, incluindo novas regras para homens e mulheres. Segundo o documento, homens que frequentam saunas regularmente devem realizar exames de esperma, enquanto mulheres que afirmam não querer ter filhos são encaminhadas a psicólogos clínicos.

De acordo com autoridades russas, o motivo do exame para homens está ligado ao impacto das altas temperaturas das saunas na fertilidade. O procedimento faz parte de uma triagem voluntária que pode ser realizada uma vez ao ano, incluindo questionários médicos detalhados. Se o paciente confirma visitas frequentes a saunas, ele é encaminhado a um espermograma e a uma consulta com um urologista.

“A infertilidade masculina muitas vezes é diagnosticada em homens que não apresentam sintomas no sistema reprodutivo. Por isso, é fundamental implementar medidas preventivas proativas dentro do sistema de saúde”, afirma o documento do Ministério da Saúde.

No caso das mulheres, o questionário inclui perguntas sobre o número de filhos desejados. Se a paciente declara que não quer ter filhos, recomenda-se a consulta com um psicólogo clínico, visando prevenir abortos e incentivar uma “atitude positiva” em relação à maternidade, segundo o jornal Kommersant. Já os homens não recebem essa recomendação ao responder negativamente sobre o desejo de ter filhos.

O chefe do Comitê de Saúde da Duma Estatal, Serguéi Leónov, comentou que a medida visa apoiar as mulheres, sem qualquer caráter punitivo.

“Uma mulher tem o direito de decidir como viver sua vida. No entanto, se não deseja ter filhos, um psicólogo pode ajudá-la a compreender os motivos, como dificuldades em relacionamentos ou outros problemas”, afirmou Leónov.

As medidas fazem parte de um esforço mais amplo do governo russo para aumentar a natalidade no país, historicamente pouco povoado e com vastos territórios desabitados. Nos últimos anos, ações legislativas e judiciais têm pressionado cidadãos e clínicas a promover a maternidade e restringir a ideologia ‘childfree’, que defende o direito de não ter filhos.

A nova regulamentação entrou em vigor no final de fevereiro de 2026, mas ganhou repercussão nas redes sociais somente nesta semana.

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