Em um movimento sem precedentes na história democrática recente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que passa a cumprir medidas restritivas 24 horas por dia.
A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, impõe severas limitações: proibição de uso de celular, contato com autoridades estrangeiras e visitas não autorizadas.
Diferentemente dos ex-presidentes Luis Inácio Lula da Silva, Michel Temer e Fernando Collor, todos presos por esquemas de corrupção, Bolsonaro foi detido por suposta violação de medidas cautelares, como o não uso da tornozeleira eletrônica e manifestações públicas consideradas ofensivas ao STF.
O caso escancara o acirramento da tensão institucional entre o ex-chefe do Executivo e a mais alta Corte do país. As medidas impostas alimentam um debate nacional sobre a proporcionalidade das ações judiciais e seus impactos na estabilidade política e no devido processo legal.