O Chevrolet Monza foi o terceiro carro mais vendido na história da fabricante dos EUA e também o mais vendido do Brasil durante três anos consecutivos (1984, 1985 e 1986), um fato incrível para um automóvel que esteve sempre longe do termo “popular”.
A maior mudança do modelo médio ocorreu em 1991, com a reestilização que lhe rendeu o apelido de ‘tubarão’, mas que surgiu já quando o Monza não era mais tão impactante.
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O exemplar homenageado da vez é este Monza do ano e modelo 1993 que não só chama a atenção por ter sido pouco usado, mas também por ser da versão de entrada SL. Geralmente, estas opções eram voltadas para taxistas ou para a frota de empresas.
À venda pela loja Gavcar de Curitiba (PR) por R$ 130 mil, o clássico Chevrolet se destaca em meio aos outros veículos em estoque, a maioria seminovos. São 32 anos de pura nostalgia, uma máquina do tempo que só viajou por apenas 2.429 km.
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Imagem: Reprodução / Gavcar
“Além deste Monza 1993 duas portas, temos outro exemplar com duas portas, só que SL/E fase 1 (1984/1985) na cor branca que também chama muito a atenção de quem passa aqui na loja”, comenta Antonio Augusto ‘Guto Graf’, sócio-proprietário da Gavcar.
Alguns detalhes chamam a atenção no Monza, como o emblema e a etiqueta intacta da extinta Dipave de Curitiba (PR), concessionária responsável pela produção limitada dos conversíveis Chevette e Opala Summer.
A parte interna do SL é simples, com forração em vinil preto nas portas, mas há suas recompensas, como os confortáveis bancos em veludo. Outros luxos estão na competente direção hidráulica e no acionamento elétrico dos vidros.
O motor 1.8 E.F.I. é alimentado por etanol – 99 cv a 5.600 rpm e 16 kgfm a 3.000 rpm – e funciona com a precisão de um relógio suíço, sem falhas ou engasgos. O câmbio, por sua vez, é manual de cinco marchas e traz engates macios e precisos.

Imagem: Reprodução/ Gavcar
COMO FOI O LANÇAMENTO DO MONZA NO BRASIL?

Imagem: Divulgação
Depois de muita expectativa, em 1982, o Chevrolet Monza estreou no Brasil nas versões básica e SL/E com as opções de motor 1.6 de 73 cv a gasolina ou etanol, com 72 cv. Porém, o desempenho nesta última configuração era criticado pelos consumidores, levando em consideração o peso do carro, de 1.035 kg. Para acelerar de 0 a 100 km/h, eram necessários longos 16 segundos, com velocidade média de 150 km/h.
Foi a partir de 1984 que o Chevrolet Monza se consagrou em vendas, desbancando até o Chevette (campeão em 1983). Nesta época, o Monza vinha com itens de conforto que nem o Opala Diplomata oferecia, tais como controle dos vidros e travas, direção assistida, antena elétrica e ar-condicionado. Ainda em 1984 foi oferecida a opção do câmbio automático de três marchas. Neste ano, o sedã da Chevrolet conseguiu ser pela primeira vez o carro mais vendido no país, concorrendo com o Ford Del Rey e o recém-lançado Volkswagen Santana.
MONZA HATCH S/R ESTREIA EM 1985

Imagem: Divulgação
A versão S/R – só na carroceria hatch – chegou em 1985. Pintura em preto abaixo do friso, spoiler dianteiro com faróis de neblina, bancos Recaro, rodas de aro 14 com pneus 195/60 e faixas vermelhas nos para-choques e frisos laterais eram alguns dos destaques do esportivo. Na parte mecânica, foi introduzido o motor 1.8 S com dupla carburação e 106 cv a 15,3 kgfm de torque, graças ao câmbio de relações mais curtas (Close Ratio).
No ano de 1987, a SL/E e a S/R passaram a ser equipadas com o novo motor 2.0. No ano seguinte, houve novas mudanças na linha Monza, como o spoiler integrado ao para-choque, faróis levemente maiores, novos frisos – agora maiores, grades e lanternas. E neste ano a GM adotava a sigla SL, substituindo a básica.
Em 1989, as versões Classic ganhavam a sigla “SE”. Era o grande sonho de consumo da classe média brasileira. Além de todos os acessórios do SL/E, o Classic SE se distinguia pela pintura saia e blusa como opcional nas cores verde, azul e cinza. Vinha com todos os acessórios de época, como ar-condicionado, trio elétrico e o exclusivo computador de bordo de série, até então um item de luxo que nem mesmo os importados do mesmo ano tinham.
MONZA ENTRA NA ERA DA INJEÇÃO ELETRÔNICA

Imagem: Divulgação
A grande novidade para 1990 era o Monza Classic SE 500 EF (Emerson Fittipaldi), uma série especial que vinha equipada com a até então sofisticada injeção eletrônica de combustível, além de contar com computador de bordo e bancos de couro.
O 500 EF vinha com injeção eletrônica do tipo LE Jetronic que, aplicada ao motor 2.0, ampliava em até 116 cv. Internamente, receberia diversos itens de luxo, como estofamento forrado em couro, vidros escurecidos, trio e travas elétricas, etc.
PRIMEIRA GRANDE MUDANÇA DO MONZA

Imagem: Divulgação
Em 1991, a GM lançou o Monza ‘tubarão’ pelo fato de a sua frente se assemelhar ao animal. Inicialmente, a linha viria nas versões SL e SL/E e, mais tarde, Classic SE. Por dentro, era o mesmo carro, contando apenas com novos padrões de tecido, agora mais anatômicos. Na versão Classic SE, o painel digital de cristal líquido era opcional. Mais tarde, o motor passou a vir com injeção eletrônica, a mesma da série especial Classic SE 500 EF de 1990, com quatro bicos injetores e 121 cv.
Já em 1993, viria a adotar o sistema de injeção single point (um bico injetor) denominado EFI Electronic Fuel Injection tanto no modelo SL/E como no Classic SE. Com isso, a potência ficava na casa dos 110 cv, mas utilizando-se um sistema digital, ao contrário do MPFI. As rodas que equipavam a versão SL/E eram de 13 polegadas e na Classic SE de 14.
Em 1992, a GM lançava a série exclusiva Barcelona em homenagem aos Jogos Olímpicos na cidade espanhola. O Barcelona vinha na cor prata, vinha com alguns itens a mais de conforto, além da motorização 1.8 e 2.0, ambas com injeção eletrônica EFI. Fora esta novidade, as demais versões não recebiam mudanças.
Em 1993, chegou a série especial 650, em homenagem às 650 mil unidades vendidas desde o lançamento e, no ano seguinte, a GM substituía as siglas SL e SL/E por GL e GLS, respectivamente. Neste ano, o sedã ganhou a nova série exclusiva Club 2.0 EFI. Em 1996, o Monza deixava de ser produzido, somando 952 mil unidades produzidas de 1982 a 1996.