A virada de ano em Bertioga foi marcada pela grande queima de fogos que ocorreu em diversos pontos das paias do município, como Enseada, Maitinga, Rio da Praia (atrás do Sesc), São Rafhael, Vista Linda e Indaiá, locais vistos pela equipe de reportagem do Jornal Impresso Brasil (JIB).
Para quem participou da queima de fogos na virada de 2025 para 2026 em Bertioga, instalados nas extensões das praias, saiu do local satisfeito e alegres com as apresentações, no entanto, muita gente reclamando do som estrondoso de canhões que soltavam fogos com o som acima de 150 decibéis, conforme aferido por uma equipe que registrava o show.
Em torno do local, era visível alguns vizinhos reclamarem do evento em razão do barulho proporcionado pelos fogos, uma das vizinhanças no Rio da Praia chegou a discutir com uma pessoa que passava pelo local, alegando que seu cachorrinho idoso estava passando mal. Mais à frente, já no Vista Linda, duas crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), apresentava sensibilidade sensorial, devido ao som alto apresentado na queima de fogos.
Outro lado:
A Prefeitura de Bertioga foi procurada para falar sobre o tema, haja vista, no primeiro momento, que ela seria a responsável pelo evento, mas, segundo a assessoria de imprensa, o município não foi quem organizou o show, porém, a prefeitura não quis responder quem seria ou qual era a empresa responsável. “Neste ano, a Prefeitura de Bertioga optou por uma celebração de Réveillon sem a queima de fogos de artifício, adotando uma postura mais inclusiva e consciente. A decisão considera a saúde e o bem-estar das pessoas com deficiência (PCDs), especialmente aquelas no espectro autista, que podem apresentar hipersensibilidade auditiva aos ruídos intensos, além dos impactos negativos dos fogos sobre os animais, em especial os pets, que frequentemente sofrem com medo, estresse e ansiedade causados pelos estrondos. A iniciativa reforça o compromisso do município com uma virada de ano mais segura, respeitosa e acolhedora”, reportou.
Novo pedido de informação:
A reportagem encaminhou um novo e-mail para a assessoria de imprensa se posicionar de forma mais clara sobre a queima de fogos. Perguntamos se realmente a prefeitura não era a responsável pelo evento, depois questionamos se a prefeitura iria responsabilizar a empresa que fez a queima de fogos, passando por cima de leis municipais sobre o som alto, também questionamos se foi aferido o som, tendo em vista que em alguns lugares ultrapassou os 100 decibéis e finalizou questionando porque a prefeitura permitiu a queima de fogos com som. Após o encaminhamento das informações, com data-limite às 10 horas de sexta-feira, dia 9 de janeiro, a assessoria de imprensa, decidiu não responder ao jornal, se calando mais uma vez.
Legislativo:
O pior disso tudo, são os vereadores que até o momento, nenhum deles se manifestou a respeito do que aconteceu, desrespeitando pessoas com autismo e animais. “Depois, eles aparecem criando projetos de leis alegando estar preocupados com pessoas autistas ou com animais, um cinismo nada igual”, disse a mãe de uma pessoa com autismo, Celia Aguiar, 45 anos, que repudiou o evento.