Prestes a completar um mês em greve, os professores da Universidade do Distrito Federal (UnDF) seguem em negociações com o Governo do Distrito Federal (GDF). Entre as principais reivindicações dos docentes estão a reesturação da carreira, as melhores condições de trabalho, a criação e a função de conselhos superiores e a realização de eleição para a reitoria.
Segundo a Seção Sindical dos Professores da UnDF (SindUnDF), os representantes tiveram uma reunião no Palácio do Buriti, na qual o governo teria apresentado dois projetos de lei: um sobre mudanças na carreira docente e outro sobre a estrutura da universidade, incluindo conselhos e eleições.
De acordo com o sindicato, a proposta inclui ainda a imedetação de exoneração da reitora pro tempore com a nomeação de nova reitoria e análise do contrato de aluguel do campus de Ceilândia.
Apesar do impasse, a categoria vê possibilidade de avanço. Segundo um representante do SindUnDF, que preferiu não se identificar, a assembleia levaria em conta que a proposta pode viabilizar o fim da paralisação.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), disse nesta quinta-feira (16/4) que está tomando todas as providências necessárias para atender às demandas dos representantes do SindUnDF.
“Ficamos de ter uma segunda reunião com eles, mas a gente está tamando providências nos dois aspectos. (Vamos) Pedir o levantamento de dados sobre tudo isso, para que a gente possa tomar uma decisão embaixada em legislativa e em decisões técnicas também de governo”, disse Celina durante agenda no Paranoá pela manhã.
A declaração ocorreu um dia após a reunião no Palácio do Buriti com a presença de deputados da oposição, do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz, além de representantes e estudantes da UnDF.