A última semana vai terminar com uma estatística incômoda. Somente na cidade de São Paulo, 482 ônibus sofreram ataques desde o domingo (13), conforme informações da SPTrans. A Polícia Civil continua nas investigações para não apenas deter os autores, mas identificar as reais causas dos atos.
Segundo as autoridades, três hipóteses são levantadas: envolvimento de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), supostos “desafios” propagados em redes sociais e disputas entre empresas e cooperativas pelo controle de determinadas linhas. Ainda conforme relatório, as ocorrências se concentram em bairros do extremo Sul e da Zona Oeste.
Foram detidas oito pessoas, desde o começo dos ataques, em 12 de junho, sendo a mais recente na segunda-feira (14) no bairro da Brasilândia, na Zona Norte. Sobre as vítimas, três acabaram sendo alvo dos vândalos, incluindo uma criança de dez anos atingida por uma bola de gude em um coletivo que passava pela Avenida João Jorge Saad, no Morumbi, na tarde de terça-feira (15). No mesmo dia, pela segunda vez, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) cobrou mais rigor para evitar que a capital paulista tenha novos casos.