O projeto social Meninos e Meninas da Vila, desenvolvido há seis anos no bairro Beira Rio, em Paranaguá, está mobilizado para disputar mais uma edição da Taça das Favelas que será realizada a partir de março de 2026, no bairro Pilarzinho, em Curitiba. No entanto, a equipe enfrenta uma dificuldade decisiva: a falta de transporte para levar atletas e comissão técnica até a capital.
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À frente da iniciativa está Cristakis de Freitas Santos, conhecido como “Tio Pico”, liderança do projeto social. Durante entrevista à Folha do Litoral News, ele destacou que o projeto nasceu com o objetivo de oferecer oportunidades por meio do esporte a crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos.
“Já são seis anos lutando no nosso bairro, incentivando o esporte e tirando os jovens da rua. O intuito é ocupar a mente, formar cidadãos de bem e dar oportunidades para quem muitas vezes não tem espaço em outros times”, afirmou.
Vinte e três atletas e três integrantes da comissão
Para a competição estadual, o projeto está selecionando atletas na faixa etária de 14 a 17 anos. Ao todo, serão 23 jogadores, além de 3 integrantes na comissão técnica. As seletivas, conhecidas como “peneiras”, acontecem aos sábados, das 9h às 11h, no Campo do Beira Rio. Para participar, é necessário apresentar RG e estar com chuteira e meião.
Segundo “Tio Pico”, o projeto ainda realizará mais duas peneiras para fechar o elenco que representará Paranaguá na competição. “Queremos dar oportunidade para quem não tem time, para quem está fora de algum projeto. Às vezes pode ser a última chance desse atleta mostrar seu talento”, ressaltou.
Taça das Favelas reunirá mais de 60 comunidades
A Taça das Favelas é considerada uma das maiores competições de futebol entre comunidades do estado. A edição deste ano deve reunir mais de 60 favelas do Paraná na categoria masculina, além de mais de 30 equipes no feminino. Duas equipes de Paranaguá estarão na disputa.
O torneio seguirá até maio ou junho, antes do início da Copa do Mundo da FIFA, e oferece premiação em dinheiro, além de visibilidade para os atletas. De acordo com “Tio Pico”, a competição é acompanhada por observadores técnicos e olheiros de clubes. “Na última edição, já na primeira fase, 37 atletas foram chamados para jogar fora. É uma vitrine para esses meninos que muitas vezes não têm condições de viajar para fazer testes”, explicou.
Urgência para garantir participação
Apesar da confirmação na edição 2026, o projeto corre contra o tempo para viabilizar a locomoção até Curitiba. Serão, no mínimo, quatro viagens à capital. Caso a equipe não compareça a alguma partida e registre WO, poderá ficar até três anos sem participar da competição.
“Estamos precisando com urgência do transporte. Se a gente não conseguir levar os meninos, podemos ficar impedidos de participar por três anos. Já perdemos uma edição por não conseguir ônibus”, lamentou.
“Tio Pico” reforça que qualquer ajuda é bem-vinda, especialmente de empresários e apoiadores locais. O contato pode ser feito pelo telefone/WhatsApp: (41) 98428-3009 ou pelas redes sociais do projeto Meninos e Meninas da Vila (@meninos_e_meninas_da_vila).
“Queremos representar nosso bairro, nosso projeto e o nome de Paranaguá lá em Curitiba. Toda ajuda conta, até mesmo uma torcida. É um sonho desses meninos”, finalizou.