
O cinza deu lugar às cores vibrantes que se transformaram em um grande símbolo regional. Assim chegou ao fim o projeto Andada, iniciativa que transformou a passarela da Ilha dos Valadares com uma pintura coletiva cheia de significado, envolvendo mais de 140 voluntários nesta quinta-feira (1º), Dia do Trabalhador. E para celebrar esse marco, a festa de encerramento será ao som caiçara, um tradicional baile de fandango, com o mestre Zeca da Rabeca, nesta sexta-feira (2), às 19h, na Praça Cyro Abalém.
Idealizado por Gio Negromonte, artista e coordenador do projeto Paranaguá Mais Cores, o Andada resgatou a força dos símbolos culturais locais, como o caranguejo, e os transportou para o chão da ponte — a mesma que liga o continente à Ilha dos Valadares.
“A inspiração veio do ciclo da natureza: a andada dos caranguejos em busca da reprodução virou metáfora para a caminhada diária dos moradores rumo ao trabalho, à escola e aos sonhos”, explica Gio. “A gente quis transformar o trajeto de cinza para colorido, reforçando a beleza da nossa cultura. E tudo isso só foi possível com o envolvimento da comunidade”, destacou.
Para celebrar o fim da intervenção artística, a festa será à moda antiga, com o fandango, dança típica do litoral paranaense. O evento é gratuito e promete movimentar a comunidade. “A lógica do mutirão é essa: a gente trabalha junto e depois comemora junto. É o ciclo da vida em comunidade, regado à cultura, arte e alegria”, completou Gio.
Além do Projeto Andada, Gio Negromonte coordena, também, o Paranaguá Mais Cores, que já deu vida a diversos pontos da cidade com murais e intervenções artísticas. O grupo agora se prepara para novas etapas, como a pintura do Aquário de Paranaguá em 360 graus, além de oficinas com estudantes da rede pública.