A regulamentação dos mototáxis em São Paulo promete ser um dos assuntos de mais intenso debate no segundo semestre na Câmara Municipal. Na segunda-feira (11) o tema voltou a ser destaque após uma declaração do presidente do legislativo paulistano, Ricardo Teixeira (União), ao classificar como “suicídio” o fato da Capital liberar o serviço sem uma legislação específica.
Também foi falado que a maior metrópole do Brasil não está preparada para uma elevação no número de usuários do modelo de transporte.
Apesar das críticas, ele afirmou não ser contra os mototáxis, mas “a favor da vida”. “Não dá para simplesmente você virar uma chavinha e falar ‘amanhã começa’”, disse, ao criticar a postura de empresas como 99 e Uber, quem implementaram o serviço antes de serem impedidas pela prefeitura por meio de decisão judicial.
Ele também citou como exemplo para defender a criação de um conjunto de regras o fato de que, em todas as cidades próximas à capital, houve aumento de até 50% nos casos de acidente com moto. Entre os projetos citados que poderiam servir de base está o do vereador Marcelo Messias (MDB) que libera o serviço em São Paulo se a taxa de mortalidade entre motociclistas estiver abaixo da meta estipulada, que é de 4,5 por 100 mil habitantes.