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Presidente da Câmara de Arujá, Cris do Barreto, gasta quase meio milhão na locação de carros alienados

A presidente da Câmara Municipal de Arujá, vereadora Cristiane Araújo Pedro de Oliveira (PSD), a Professora Cris do Barreto, renovou o contrato nº 134, para 15 veículos com a empresa Garloc Transportes Logística e Locações, no valor de quase meio milhão de reais (R$ 468.181,80), para o período de 2025 a 2028.

O trabalho investigativo feito pela reportagem do Jornal Impresso Brasil (JIB), teve vários percalços para obter as informações com clareza. “A Câmara Municipal, por meio de seus departamentos, tentou ao máximo dificultar as informações para o jornal, mas felizmente, por meio de fontes fidedignas, conseguimos o teor dos dados”, ponderou a Redação.

Desde que a professora Cris do Barreto assumiu a presidência da Casa de Leis, fica muito claro a falta de transparência do Legislativo que deixa de inserir no site e no Portal de Transparência dados extremamente importantes, isso é grave e merece atenção do Ministério Público (MP)”, revelou um assessor parlamentar que pediu anonimato.

Através de e-mail encaminhado para a assessoria de imprensa da Câmara Municipal, datado em 2 de abril de 2025, foi solicitada a opinião da vereadora se este tipo de contrato de locação de veículos seria legal. Caso ela opinasse pela legalidade, o periódico perguntou se a vereadora não via o ato como imoral? A reportagem também perguntou à vereadora sobre o possível absurdo de manter um contrato, desde 2021 nessas condições, quando ainda custava no bolso do cidadão, quase R$ 353 mil. De lá para cá, o contrato foi de quase R$ 353 mil para R$ 468 mil.

Carros da marca Toyota Yares 1.5 são disponíveis para os vereadores arujaenses no valor de quase R$ 500 mil (Imagem: Ilustrativa)

 

O JIB também procurou ver o preço desse mesmo modelo de veículo ano 2024 e modelo 2025. Na Tabela Fipe, varia de R$ 92 mil a 102 mil. Num cálculo baixo feito à base de calculadora, somamos os atuais R$ 92 mil e multiplicamos por 15, resultado de quase R$ 1,4 milhão. O valor pago pela Câmara neste contrato daria muito bem para liquidar a frota em três anos e aumentar se quiser. Importante revelar que todos os veículos alugados para o Legislativo, são alienados. Lembrando que a empresa que faz a locação não é da cidade e sim do ABC.

Laudo realizado por Admilson Moreira, controlador interno da Câmara Municipal, feito no início do ano, apontou que são 17 veículos, sendo que 15 são Toyota Yaris e 02 Voyage 2018 e 2019. Os 15 são alugados e os dois são de propriedade do Poder Legislativo.

Publicação no Diário Oficial sobre a renovação de contrato com 15 veículos

 

Outra pergunta direcionada à professora Cris é o fato dela se apossar de dois veículos. Perguntamos a ela se procede a informação, no entanto, a resposta de forma aleatória não responde às indagações feitas pela reportagem. “Sempre tentando ludibriar ou confundir com informações aleatórias”, frisa a Redação.

 Outro lado
Procurada para se manifestar a respeito do contrato de locação dos veículos, a vereadora simplesmente não respondeu aos vários questionamentos: “A contratação seguiu todas as normas legais e foi realizada com total transparência, garantindo a melhor relação custo-benefício. Tanto que o processo foi aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). A locação se mostrou a alternativa mais econômica em comparação à aquisição de frota própria, evitando gastos com manutenção, seguros e depreciação. Além disso, a fim de assegurar maior eficiência operacional, a contratação foi baseada no Cadastro de Empresas Terceirizadas do Estado de São Paulo, seguindo recomendação do próprio Tribunal. Reafirmamos nosso compromisso com a legalidade, a economicidade e a boa gestão dos recursos públicos”, diz a Câmara Arujá.

Devolução
Em média, o Poder Legislativo costuma devolver à Prefeitura de Arujá, valores que variam de R$ 600 mil a R$ 1,2 milhão. Caso o dinheiro do contribuinte fosse melhor aplicado, talvez ao final de cada ano, a Câmara poderia fazer a devolução para a municipalidade de R$ 2 milhões mais ou menos, dinheiro que serviria para aplicar em obras, na saúde, na educação e até na segurança.

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