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Popularidade do prefeito Marcelo Vilares cai após seis meses de governo em Bertioga

Não precisou muito tempo para os bertioguenses começarem a rejeitar a administração do prefeito Marcelo Vilares (União) que se mantém no cargo há exatos seis meses de gestão. Nesse período muitas reclamações pela falta de governabilidade começaram a se estampar em jornais e nas conversas de moradores em diversos bairros da cidade.
Assuntos como a falta de segurança pública, tendo em vista o aumento desenfreado de roubos, furtos e mortes, dados com base na divulgação da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) que aponta crescimento nesta área.
Ingerência:
Outro fator se refere às promessas não cumpridas até agora. Também se fala nas falhas do sistema de saúde como falta de médicos, de remédios, de exames e atendimento humanitário. Outro diferencial está na falta de atitude do prefeito a respeito de vários problemas que ainda não tiveram solução e além disso, a ausência de transparência em seu governo na divulgação de seus atos.
Por exemplo, recentemente Marcelo se recusou a responder a este jornal a respeito das dívidas deixadas pela gestão anterior e quanto ficou nos cofres públicos desde que assumiu a gestão em janeiro deste ano. O prefeito também se recusou a informar sobre quem irá pagar pelos prejuízos causados na Arena Show que custou ao bolso dos bertioguenses R$ 70 milhões.
Diante da negativa de seus atos, um novo levantamento foi realizado na cidade pelo Instituto ARA com quase 20 anos de experiência em dados quantitativo e qualitativo e devidamente registrada no Conselho de Estatística. Os números apresentam um revés negativo se comparado aos dados anteriores.
Três meses
Na época da pesquisa realizada no dia 2 de abril, Vilares foi avaliado nos seguintes critérios: bom, ótimo, regular, ruim, péssimo e aqueles que não souberam responder. Os números deram a ele no quesito “Bom”, 30%, “Ótimo” 9% e “Regular” 34%, já nas negativas foram 13% de “Ruim”, na “Péssima” apresentou 11% e aqueles que não souberam responder foram 3%.
Seis meses
Com pouco mais de seis meses de mandato à frente do município de Bertioga, o prefeito Marcelo Vilares, começa a declinar em sua popularidade, se bem que a maioria dos bertioguenses acredita que ele foi eleito, graças a boa influência do ex-prefeito Caio Matheus (PSD) que teve excelente aprovação. Muitos na cidade garantem que se não fosse Caio, dificilmente Marcelo teria ganho com folga do ex-vereador Matheus Rodrigues (Republicanos), concorrente nas eleições passadas que obteve quase 31% dos votos válidos.  “Até poderia ganhar, mas sem folga como aconteceu na eleição passada”, disse um assessor parlamentar que pediu anonimato.
Dos números
Sobre o questionamento feito com 400 pessoas em Bertioga, em diversos pontos da cidade, como Boraceia, Guaratuba, Riviera, Indaiá, Vista Linda, São Rafael, Chácara Vista Linda, Rio da Praia, Maitinga, Albatroz, Vicente de Carvalho e Centro, constatou que muitos eleitores estão desconfiados com o trabalho do gestor que apresenta queda em seu governo.
Aprovaram sua gestão no quesito Bom 22% e Ótimo 5% e desaprovam seu governo com os quesitos Ruim 21% e Péssimo 18%, já aqueles que veem sua gestão Regular somam 30% e os que não souberam responder, 4%.
Como se pode ver, o atual prefeito caiu bem diante da opinião pública, se comparado a última pesquisa feita pelo mesmo instituto em 2 de abril deste ano.
Aprovação:
Sobre o levantamento feito na pesquisa do dia 2 de abril pelo Instituto ARA, Marcelo apareceu com 39% de aprovação na soma dos quesitos bom e ótimo, soma-se ainda os 34% do quesito regular, que no geral chega a média de 73%.
Já neste novo levantamento (15 de julho), nos quesitos bom e ótimo Marcelo somou 27% na aprovação de seu mandato, na soma com o quesito regular, ele ganha mais 30% no geral, ficando com 57%, dispensando o quesito não souberam responder. Já neste segundo levantamento de seis meses de gestão, ele apresentou sua aprovação em 57%, queda de 16% na avaliação geral.
Já na negativa, ele soma em geral 69%, isso inclui os 30% do quesito regular, sem a soma daqueles que disseram não saber responder as perguntas.
Métodos:
O trabalho de campo foi realizado entre os dias 15 a 16 de julho deste ano com a margem de erro de 5 pontos porcentuais para mais ou para menos e a confiança é de 95%.
O levantamento foi feito de forma presencial em ruas, casas, praças, bairros, pontos de ônibus e locais de maior concentração de pessoas. Foi analisado também estado civil, gênero, renda, idade e grau de instrução, além de outros questionamentos que serão utilizados em breve.

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