Durante a cerimônia, Campanella elogiou o congressista e disse que apoiaria a candidatura de Derrite ao Senado. Também falou que o estado de São Paulo não tem um representante “digno de sua grandeza” na Casa Alta.
A reportagem apurou que declarações irritaram o PL, que tem o Marcos Pontes como representante no Senado. O ex-ministro foi quem entrou com o pedido para pedir a expulsão do prefeito. Líderes do PL também não gostaram da promessa de apoio a Derrite, uma vez que a sigla estuda lançar um candidato própria na disputa deste ano.
Em ofício assinado por João Candelária, presidente da sigla em São Paulo, Campanella foi expulso por ferir o código de ética do partido. A reportagem teve acesso ao documento, que diz que o prefeito de São Caetano feriu dois artigos:
- Artigo 4º, inciso IV – Manter atitude de urbanidade e respeito para com os dirigentes partidários, os detentores
de mandatos eletivos e os demais filiados; - Artigo 6º, inciso III – Fazer referências desairosas a outro candidato ou filiado do Partido
Tite é filho de Anacleto Campanella, um dos prefeitos mais conhecidos da história da cidade.