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Paciente tem nádega amputada em Hospital de Base: Família acusa negligência, IgesDF nega falha no tratamento

Uma grave denúncia de negligência médica abala o Hospital de Base de Brasília, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Um paciente, cuja identidade não foi revelada, teve uma de suas nádegas amputada em decorrência de complicações atribuídas pela família a um longo período de imobilidade, gerando sérias lesões por pressão. Enquanto os parentes clamam por justiça e apontam falhas sistêmicas no atendimento, o IgesDF, por sua vez, refuta veementemente as acusações, alegando que todos os protocolos foram seguidos e que não houve erro no tratamento.

A Tragédia da Amputação e a Acusação de Negligência

A condição do paciente deteriorou-se a ponto de exigir uma amputação na região glútea, consequência direta de severas úlceras de decúbito que, segundo a família, se desenvolveram e agravaram devido à falta de reposicionamento adequado e contínuo durante a internação. Os familiares relatam um cenário de descaso, onde a falha em movimentar o paciente regularmente teria levado à necrose tecidual e, posteriormente, à necessidade da drástica intervenção cirúrgica para evitar o risco de infecção generalizada. Eles enfatizam que as complicações poderiam ter sido evitadas com cuidados básicos e atenção constante da equipe de saúde, configurando o que consideram uma clara negligência e falha no dever de assistência por parte da instituição.

A Resposta do Hospital de Base e o Posicionamento do IgesDF

Diante das sérias imputações, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) veio a público para contestar a versão apresentada pela família. Em nota oficial, a administração do Hospital de Base afirma que o paciente recebeu toda a assistência necessária e que os procedimentos foram executados conforme as diretrizes médicas e protocolos de segurança estabelecidos. A instituição alega que a equipe de enfermagem e médica agiu com diligência, monitorando o quadro clínico e realizando as intervenções cabíveis. O IgesDF reitera que não houve qualquer tipo de negligência ou erro que pudesse ter contribuído para o desfecho lamentável da amputação, sugerindo que a complexidade do estado de saúde do paciente ou outras variáveis clínicas podem ter sido fatores determinantes, sem, contudo, detalhar o histórico médico específico.

Busca por Transparência e Próximos Passos

O embate entre a versão da família e a defesa do IgesDF abre caminho para uma investigação aprofundada. Os familiares do paciente indicaram que pretendem buscar reparação e responsabilização pelas vias legais, o que pode incluir a abertura de inquéritos administrativos, civis e até criminais para apurar as circunstâncias que levaram à amputação. Órgãos de fiscalização e controle, como o Ministério Público e os conselhos de medicina e enfermagem, podem ser acionados para analisar a conduta profissional da equipe e os procedimentos internos do hospital. A transparência no processo será crucial para elucidar os fatos e garantir que a justiça seja feita, bem como para reforçar a importância da segurança do paciente no ambiente hospitalar.

A saga do paciente amputado no Hospital de Base permanece um caso de contornos trágicos e controvertidos. Enquanto a família busca respostas e culpados para o que considera uma falha grave, o IgesDF se defende, sustentando a correção de suas práticas. A verdade sobre o ocorrido depende agora de uma rigorosa apuração, que deverá confrontar as narrativas e avaliar as evidências para determinar se houve, de fato, negligência, e quais as responsabilidades envolvidas neste desfecho doloroso.

Fonte: https://www.metropoles.com

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Foto: Rodrigo Nunes/MS Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia