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Operação “Publicanos” da Polícia Civil em Guarulhos investiga desvio de R$ 14 bilhões

Guarulhos acordou na quinta-feira (31) com uma notícia bombástica. A Polícia Civil de São Paulo deflagrou operação para investigar o desvio de até R$ 14 bilhões de recursos provenientes de tributos municipais, em especial do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Batizada de “Publicanos”, ela desbaratou uma quadrilha integrada por empresários, servidores e pessoas físicas que lesaram os cofres do segundo maior município do estado por quase duas décadas.
Os dados revelados são assombrosos. As 23 viaturas e os 53 agentes designados realizaram dez mandados de busca e apreensão. A estimativa das autoridades é que cerca de 600 pessoas faziam parte do esquema, que também contava com a participação de construtoras e arquitetos. Foram identificadas pelas investigações 14 métodos para a prática dos desvios, alguns deles inusitados.
As irregularidades atingiram três secretarias: Justiça, Desenvolvimento Urbano e Tecnologia e Desenvolvimento Econômico. Realizada em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, a operação teve o inquérito iniciado há três anos e é inspirado em personagens da Bíblia Sagrada. Os publicanos eram malquistos pelos judeus, pois se tratavam de agentes coletores de impostos do então Império Romano que se valiam de seu posto para extorquir e humilhar a população.
Entre as artimanhas descobertas estão fraudes no tamanho das construções, mudanças nas medições e na classificação de imóveis por meio de inclusão de dados falsos de valores do IPTU; favorecimento com isenções fiscais mediante propina; retirada de cobranças do sistema da Prefeitura; acordos espúrios entre empresas para vencer licitações; cadastramento de “imóveis fantasmas” e pagamento de propina a fiscais para obtenção de vantagens.
Durante coletiva realizada na parte da manhã na sede da Prefeitura, no Bom Clima, o prefeito Lucas Sanches (PL) classificou a operação como “o maior esquema de corrupção da cidade”. Além disso, anunciou que 14 funcionários do quadro de servidores já começaram a ser investigados e que o Executivo entrou com liminar para impedir que dados fossem destruídos, o que, segundo o mandatário, dificultaria a identificação dos devedores.
Lucas enfatizou as melhorias que poderiam ter sido feitas em Guarulhos, caso tantos desvios não tivessem sido cometidos. A começar pelo fato de que parte de todo o valor seria suficiente para quitar dívidas da gestão anterior, estimada em cerca de R$ 3 bilhões. Outro compromisso assumido foi o de recorrer aos meios judiciais competentes para recuperar o máximo possível do que foi saqueado, mesmo se entre os envolvidos haver servidores já aposentados.

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