Uma operação da Polícia Judiciária (PJ) resultou na apreensão de cerca de uma tonelada de cocaína e na prisão de três homens em Portugal —entre eles, dois empresários brasileiros. Os homens foram identificados como Marcelo Sousa Costa e Douglas Soriano Junior.
A investigação, iniciada no final de 2025, afasta suspeitas de tráfico internacional de droga por via marítima, associação criminosa e fraude de capitais. Segundo as autoridades, o esquema envolvia uma aparente atividade econômica operada por empresas constituídas no território português.
Batizada de Operação Açúcar Branco, a ofensiva ocorreu na região do Baixo Minho e no Porto de Leixões, onde foram tributados 10 contentores provenientes da América do Sul. Uma droga, de alto grau de pureza, estava escondida entre centenas de sacos de açúcar de 50 quilos.
A ação foi conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga, com o apoio da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).
Apreensão histórica
Segundo a PJ, esta é a maior apreensão de cocaína alguma vez feita pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga.
Após o processo de desalfandegamento, os contêineres seriam transportados para um armazém vinculado à empresa importadora, onde o entorpecente seria retirado ou redistribuído.
Os suspeitos foram detidos e apresentados ao Tribunal de Instrução Criminal de Guimarães. Neste sábado (25/4), a Justiça decidiu manter a dupla em prisão preventiva.
Como os empresários tiveram viagem marcada de volta para o Brasil, a Justiça entendeu haver perigo de fuga.
A investigação está a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Vila Nova de Famalicão.
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Droga estava escondida entre sacos de açúcar
Divulgação/PJ

Após o processo de desalfandegamento, os contêineres seriam transportados para um armazém vinculado à empresa importadora, onde o entorpecente seria retirado ou redistribuído.
Divulgação/PJ
Defesa e a conexão
Na coluna, a defesa dos empresários brasileiros se manifestou por meio de nota assinada pelos advogados Eduardo Maurício e Octávio Rolim.
Segundo os advogados, o processo tramita sob segredo de Justiça e ainda está em fase de investigação, sem conclusão por parte das autoridades. Uma defesa sustentada de que os empresários não têm qualquer ligação com a droga apreendida.
A defesa informou ainda que pretende solicitar uma alteração das medidas de coação impostas aos investigados e, se necessário, recorrer ao Tribunal da Relação.
Por fim, a equipe informou que ambos devem ser considerados inocentes até o trânsito em julgado do processo.