A operação contra um grupo responsável por realizar uma Farra do Boi na Costa da Lagoa, em Florianópolis, em maio deste ano, teve um novo capítulo nesta quinta-feira (16). Uma nova ação coordenada pela Polícia Civil cumpriu nove mandados de busca e apreensão, o que resultou na apreensão de aves e outros materiais.
Por meio da DPA (Delegacia de Proteção Animal), com apoio da Polícia Militar Ambiental, a segunda fase da operação Acabou a Farra tinha o objetivo de dar continuidade às investigações. Oito mandados foram cumpridos na Costa da Lagoa e um no bairro dos Ingleses.
As aves apreendidas durante a ação eram animais silvestres que não possuíam anilhas, sendo irregulares. Ao ND Mais, o delegado Alex Bonfim explicou que os animais serão avaliados para conferir a viabilidade de reintegração na natureza.
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Nova fase da operação Acabou a Farra aprofunda investigações de maio
A primeira fase da Operação Acabou a Farra desarticulou, em 22 de maio, um grupo responsável por realizar uma Farra do Boi e perseguir moradores na Costa da Lagoa, em Florianópolis. A ação foi deflagrada pela DPA/DIC (Delegacia de Proteção Animal do Departamento de Investigação Criminal da Capital).
Em maio, grupo investigado por realizar Farra do Boi foi alvo de operação em FlorianópolisFoto: Divulgação/Polícia Civil/ND MaisA Costa da Lagoa, ponto turístico da Capital, só é acessada por barco ou por uma trilha em mata fechada de aproximadamente 8 quilômetros. Por isso, foi necessário o apoio de diversas unidades policiais da Grande Florianópolis, que usaram embarcações da Polícia Militar Ambiental.
Os suspeitos são investigados pelos crimes de maus-tratos a animais, associação criminosa, lesão corporal e coação relacionados à Farra do Boi realizada no fim do mês de março, sob a mira da Operação Acabou a Farra.
Primeira fase contou com embarcações para áreas de difícil acessoVídeo: Divulgação/Polícia Civil/ND Mais
Segundo o morador Bruno Porreca Ferreira Cunha, que é advogado, o grupo se reuniu às vésperas do feriado do Dia do Trabalhador, em 1º de maio, sob o pretexto de realizar um encontro de lanchas.
No entanto, na madrugada do dia 28 de abril, eles compraram um boi, levaram-no até a Costa da Lagoa de barco e fizeram a “Farra do Boi”, prática ilegal que consiste em soltar o animal em um campo para que ele seja perseguido, provocado e agredido pelos presentes.
Após a prática, o grupo deixou o animal amarrado em um local público, e outros moradores da Costa da Lagoa começaram a se mobilizar para soltar o animal, desencadeando as denúncias que fundamentaram a Operação Acabou a Farra.