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O café, uma das bebidas mais consumidas no mundo, tem efeitos na saúde mais complexos do que se imaginava. Um novo estudo revela que beber três ou mais xícaras de café por dia aumenta o risco de disfunção renal, mas esse efeito depende de uma variante genética.
Aproximadamente metade da população apresenta a condição que torna o organismo mais vulnerável – e essas pessoas podem ver triplicadas as probabilidades de desenvolver problemas renais se consumirem café em excesso.
O papel da genética
A variante genética CYP1A2 está associada ao metabolismo lento da cafeína. Quem tem essa característica processa a cafeína mais devagar, prolongando e intensificando seus efeitos estimulantes.
O estudo
Pesquisadores analisaram 604 adultos jovens com hipertensão arterial em estágio 1, realizando o acompanhamento da saúde renal por uma média de 7,5 anos.
Principais fatores analisados:
Resultados
Entre os participantes com a variante CYP1A2 (metabolizadores lentos) que bebiam três ou mais xícaras por dia:
⚠️ Não foi detectado vínculo entre o consumo de café e dano renal em pessoas com metabolismo rápido da cafeína.
O risco é ainda maior em metabolizadores lentos que também apresentam hipertensão arterial.
Sintomas do metabolismo lento
Quem metaboliza a cafeína lentamente pode apresentar:
Diferença no tempo de efeito:
Quanto café é considerado excessivo
Grupos que devem limitar o consumo a menos de 2 xícaras diárias:
Recomendações
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Ajustar a ingestão diária de café conforme a tolerância individual
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Reduzir a cafeína é essencial para metabolizadores lentos, hipertensos, pessoas com doença renal ou gestantes
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Consumo moderado nas primeiras horas do dia é a recomendação para quem tem metabolismo lento
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