Cepea, 16/09/2026 – O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, disponibiliza hoje o Boletim do Suíno de agosto de 2026.
Confira aqui a publicação!
Abaixo, alguns trechos:
Mercado em agosto
O preço médio real do suíno vivo em agosto na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) é o menor da série histórica do Cepea, iniciada em março de 2002– os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de julho de 2026. Vale lembrar que o Cepea vem verificando um movimento de queda nos preços desde o começo deste ano e, mais recentemente, as desvalorizações foram intensificadas pela enfraquecida demanda pela carne suína na ponta final do mercado, o que reduziu as compras de lotes de animais por parte da indústria.
Preços e Exportações
O setor exportador nacional destinou 129,6 mil toneladas de carne suína (produtos in natura e processados) ao exterior em agosto, retração de 0,9% frente a julho (129,9 mil toneladas), mas alta de 7,9% em relação ao mesmo mês do ano passado (120,1 mil toneladas). Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A redução dos embarques entre julho e agosto é relativamente comum: nos últimos oito anos, as exportações recuaram nesse intervalo em seis deles.
Relação de troca e insumos
Pelo segundo mês consecutivo, as cotações do suíno vivo recuaram em agosto, enquanto as do milho e do farelo de soja registraram altas em São Paulo, reduzindo ainda mais a margem do suinocultor. Do lado dos insumos, as cotações do milho avançaram 3,2% no período, de R$ 64,84 para R$ 66,91 por saca de 60 kg em agosto, considerando-se o ESALQ/BM&Fbovespa (Campinas/SP).
Carnes concorrentes
Com a desvalorização da carcaça especial suína e os aumentos nos preços das principais concorrentes (carcaça casada bovina e frango resfriado) em agosto, o Cepea reporta aumento de competitividade da proteína suinícola frente às demais.