• Home
  • Destaque
  • Novo tratamento sem quimioterapia tradicional revoluciona cura do câncer de bexiga, revela estudo

Novo tratamento sem quimioterapia tradicional revoluciona cura do câncer de bexiga, revela estudo

Um novo tratamento pode mudar a história de quem enfrenta um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil: o câncer de bexiga. Um estudo internacional, publicado na revista científica New England Journal of Medicine (NEJM) — uma das mais respeitadas do mundo na área da medicina —, mostrou que a combinação de dois medicamentos aumentou as chances de cura e a queda do risco de a doença voltar após a cirurgia, quando comparada ao tratamento até então considerado padrão.

Os números impressionaram: entre os pacientes que obtiveram a nova combinação, quase 80% seguiram vivos e sem sinais da doença dois anos depois do tratamento — contra 66% no grupo que recebeu apenas quimioterapia. A sobrevida geral também foi maior: quase 87%, contra 81%.

A novidade está na composição do tratamento, explica o Dr. Andrei Cardoso Centeno, coord. do Dep. de Uro-oncologia da SBU/RS. “Até hoje, o padrão para esse tipo de câncer é a quimioterapia à base de platina, substância eficaz, mas tóxica — o que impede muitos pacientes, principalmente os mais idosos ou com outras doenças, de fazer seu uso”, esclarece o especialista.

Agora, a nova terapia dispensa completamente a platina. Ela combina dois medicamentos: um de imunoterapia, que estimula o próprio sistema de defesa do corpo para atacar o tumor, e outro que age de forma direcionada, concentrando o efeito destrutivo nas células cancerígenas e reduzindo o dano ao restante do corpo. É a primeira vez que um esquema sem platina supera a quimioterapia tradicional nesse tipo de tratamento.

O câncer de bexiga atinge cerca de 11 mil brasileiros todos os anos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) — a maioria com mais de 60 anos. É mais frequente entre os homens, que somam cerca de 7 em cada 10 casos, mas também acontece em mulheres. O principal sinal de alerta é o sangue na urina, mesmo sem dor. O maior fator de risco é o tabagismo, responsável por mais da metade dos casos. Quem trabalha exposto a produtos químicos industriais, como tintas, borracha e couro, também tem mais chances.

O Dr. Márcio Averbeck, Diretor-Presidente da SBU-RS, destaca que a descoberta é um avanço sem precedentes no tratamento do câncer de bexiga. Estudos clínicos seguem em andamento para que possamos entender melhor qual o perfil de paciente que mais se beneficia dos novos medicamentos oncológicos. O estudo será amplamente discutido no Encontro Gaúcho de Urologia, em Gramado, visando trazê-lo para os pacientes daqui. 

O evento reunirá urologistas de todo o estado para dois dias de atualização científica, contando com a presença de três palestrantes internacionais: o Prof. Dr. Levin Martínez, Professor Titular de Urologia da Faculdade de Medicina de Montevidéu e mestre em Uro-Oncologia; o Prof. Enrico Finazzi Agrò, da Itália, Presidente da Seção de Urologia Funcional da Associação Europeia de Urologia (EAU) e referência mundial em disfunções do trato urinário inferior; e o Dr. Immer Noyola Ávila, do México, neurourologista e urodinamista reconhecido internacionalmente por suas metodologias inovadoras de ensino em urodinâmica.

VEJA MAIS

Confira os números da nova pesquisa Datafolha para presidente – Gazeta Brasil

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (17) mostra o presidente com 46% contra 44% do senador; números…

Serviços de desassoreamento do rio Taiaçupeba atingem 65% de conclusão em Suzano

Os serviços de desassoreamento no rio Taiaçupeba-Mirim, que começaram em julho, atingiram 65% de conclusão…

Visita da prefeita Mara Bertaiolli oficializa atendimento 24 horas da Delegacia de Defesa da Mulher

A prefeita Mara Bertaiolli anunciou, na tarde desta quinta-feira (17/09), a oficialização do atendimento 24…