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Motorola Foca em Market Share e Amplia Segmento Premium com Signature

A Motorola é atualmente a segunda marca de smartphones mais vendida no Brasil, com 27,5% de market share, ficando atrás apenas da Samsung, que lidera o setor com aproximadamente 45%. A vice-liderança vem sendo mantida pelo sexto trimestre consecutivo, reflexo dos últimos esforços da companhia para ampliar presença de mercado — em 2013, detinha apenas 10% de market share no país, número que vem aumentando de forma sólida desde então.

Segundo Rodrigo Vidigal, presidente da Motorola no Brasil, a empresa vem ampliando sua presença de mercado nos últimos anos principalmente devido a uma estratégia que une a tecnologia com Lifestyle, por meio de uma parceria com a Pantone, que tem a proposta de trazer diferenciação em relação à concorrência. “A nossa estratégia é inovadora e diferente do que vemos na indústria, o que permite a Motorola crescer. Somos o único fabricante que traz tecnologia associada com moda, o que atraiu um público jovem, que antes não olhava tanto pra a marca. Então rejuvenesceu e permitiu que ela vendesse muito mais pro público feminino. É no que estamos apostando e vamos continuar investindo cada vez mais”, afirma Vidigal.

Segundo dados da companhia, as ativações premium cresceram mais de 27% na comparação anual (YoY) e 43% na comparação trimestral (QoQ), um reflexo da estratégia Lifestyle Tech adotada pela marca. No período, a Motorola também bateu seu recorde de Market Share Online. “Nós temos planos para crescer, mas precisamos dar passos consistentes para não retroagir”, afirma Vidigal. Segundo a empresa, a meta é alcançar 30% de market share ainda em 2026.

Mais detalhes sobre Signature

A linha Signature chega ao portfólio da Motorola com a proposta de oferecer uma experiência premium para o usuário — segmento no qual a marca tem investido nos últimos anos. A meta é lançar um device da linha por ano, sempre com foco em inovação e qualidade de materiais.

Disponível nas cores Verde Oliva e Preto, desenvolvidas em parceria com a Pantone, o modelo chega ao mercado brasileiro por R$ 8.999. Confira abaixo algumas características da linha:

Qualidade de câmera como prioridade

O aparelho traz um conjunto de três câmeras Sony LYTIA, que recebeu selo ouro da DXOMARK — concedido a dispositivos com alto desempenho de fotos e vídeos. Segundo Sérgio Buniac, presidente global da Motorola, a linha Signature foi desenvolvida com foco em desempenho de câmera: “Hoje, no Brasil, somos o segundo melhor telefone em câmera, estando entre os 10 melhores do mundo. Por muito tempo ouvimos que a câmera deveria vir primeiro, então decidimos direcionar nossos esforços para isso”.

O executivo ainda acrescenta que fotos e vídeos capturados pelo Signature não perdem qualidade ao serem publicados em aplicativos de mídia social, uma reclamação recorrente feita por usuários de Android.

Entre as funcionalidades oferecidas estão: Zoom Óptico de 3x e Super Zoom Pro de até 100x, com suporte de IA generativa para garantir boa resolução; Vídeo em 8K com Dolby Vision; Redução de ruído para fotos noturnas e melhor desempenho em fotos tiradas com pouca luz, preservando contraste e nitidez.

Desempenho

O Signature conta ainda com bateria de sílicio-carbono de 5200 mAH, mais fina que as convencionais, de forma a manter o design ultrafino do dispositivo — com espessura de 6,99 mm, feito com alumínio de grau aeroespacial. A autonomia pode chegar até 39 horas de uso, com suporte ao carregamento Turbo Power de 125W.

Equipado com Snapdragon 8 Gen 5, o dispositivo alcança altas velocidades de CPU, tornando-se 46% mais rápido em tarefas de IA — o que possibilita processamento avançado de imagens e respostas ágeis no dia a dia.

MotoAI

A linha Signature dá continuidade à proposta da Motorola de integrar IA nos dispositivos com foco em performance, maior autonomia e segurança. “A inteligência artificial não é propaganda. Na nossa visão, ela é feita para melhorar a sua vida e tomar decisões inteligentes, fazendo a bateria durar mais e o dispositivo carregar mais rápido. Uma segunda parte é essa ideia de antecipação, de resolução de problemas no dia a dia, como por exemplo não precisar abrir um aplicativo para olhar o calendário, porque a IA sabe que tem uma viagem marcada no dia seguinte”, afirma Buniac.

Os recursos de IA Generativa também estão integrados à câmera do dispositivo, oferecendo recursos como o Max Foto Pro — que auxilia na resolução das fotos e traz melhor definição para o Super Zoom Pro de 100x –, Estabilização inteligente e Reconhecimento Facial. As funcionalidades são somadas ainda à IA nativa do Google presente no Google Fotos.

A marca desenvolveu também o Smart Connect, plataforma que integra telefones, PCs, tablets e devices IoT em um só lugar, facilitando o compartilhamento de arquivos, espelhamento de telas e uso de apps móveis no computador ou TV.

Junto dessa proposta, nasce ainda a Qira, uma IA Agnóstica que unifica experiências de inteligência artificial entre diferentes dispositivos, com o objetivo de orquestrar dados pessoais para entender o usuário e poder organizar notificações, criar playlists e realizar ações. Anunciada no CES 2026, a Qira integra soluções de grandes líderes de mercado, como Copilot, Qualcomm, Perplexity e Google.

Foco em Segurança

A Motorola anunciou neste ano sua parceria com a GrapheneOS Foundation, com o objetivo de integrar segurança de ponta nos dispositivos da marca. Entre os recursos disponibilizados, estão o Moto Secure — que traz o recurso Dados Privados de Imagens — e Moto Analytics, que oferece insights para administradores de TI sobre o desempenho do dispositivo.

O modelo terá sete anos de atualizações do sistema operacional e de segurança. “O olhar [para a IA] está mais sério, as instituições estão mais preocupadas com regulação e equilíbrio, pois novas tecnologias trazem outros níveis de problemas, então essas transformações [de segurança] são igualmente importantes e devem ser tratadas com seriedade”, acrescenta Buniac.

Lifestyle Tech

A marca vem se posicionamento no segmento de lifestyle a partir de iniciativas integradas que buscam unir moda e tecnologia. O objetivo é tornar os dispositivos da marca itens de afirmação de identidade pessoal.

A parceria com a Pantone, por exemplo, ampliou a cartela de cores dos dispositivos Motorola: “Naquele momento, 90% da indústria de telefones eram azul escuro, cinza escuro ou preto. Mas nossas pesquisas mostraram que pessoas viam o smartphone como algo pessoal. Então criamos essa parceria com o objetivo de alcançar autoridade no tema, de forma que nossos dispositivos sempre estivessem de acordo com as últimas cores do mercado”.

Já uma parceria com a Swarovski promove a iniciativa Collections, que une diferentes dispositivos (como fones de ouvidos e smartwatches) em uma estética singular: o smartphone é projetado com 35 pedras na parte traseira, enquanto o fone evoca a estética de brinco com pedras na haste lateral.

“As pessoas tendem a se aproximar de coisas que acham mais autênticas, então queremos criar aparelhos que combinem com a roupa delas, e com a maneira de se vestir. Vemos uma demanda maior por fones de ouvido e relógios — um segmento que chegamos um pouco mais tarde — então decidimos trazer os elementos que estavam dento dos aparelhos para todo o ecossistema. Nosso fone de ouvido, por exemplo, foi feito em conjunto com a Bose”, afirma Buniac.

A marca também firmou seu compromisso com sustentabilidade, optando por materiais sustentáveis e ecológicos, como madeira, couro vegano e alcântara para o desenvolvimento dos smartphones.

Parceria com a FIFA

Faz parte dessa iniciativa voltada para Lifestyle também as coleções em parceria com a FIFA, para a Copa do Mundo 2026, e com a Fórmula 1. Os smartphones personalizados — das linhas Razr, Edge e Signature — são anunciados em edição limitada, trazendo designs temáticos e cores exclusivas.

Previsões para o Mercado de Smartphones no Brasil

O mercado de smartphones no Brasil, apesar de manter um pódio consistente, tem visto mudanças associadas à corrida tecnológica — principalmente com a chegada de marcas chinesas como Huawei, Honor e Xiaomi, resultado dos investimentos chineses no País — e ao aumento do contrabando.

Atualmente, os dispositivos chineses representam cerca de 5% do Market Share brasileiro, um número pequeno se comparado às marcas já estabelecidas no mercado, mas que pode crescer principalmente devido à fabricação local dos smartphones, de forma a driblar os altos custos de importação. Os modelos também se mostram atraentes por frequentemente oferecerem especificações como câmeras potentes e carregamento ultrarápido, por preços mais acessíveis.

Outro fator que vem alterando a dinâmica do mercado é o contrabando, que representou cerca de 20% das vendas no Brasil em 2024. “O mercado cinza fomenta outros problemas, também de segurança. É uma evasão de divisa muito grande, então hoje, para nós, é uma preocupação”, afirma Vidigal, da Motorola. A comercialização acontece com dispositivos autênticos — geralmente importados — fora dos canais oficiais e sem a homologação da Anatel, como forma de contornar os custos elevados no mercado de smartphones.

Os dispositivos, no entanto, frequentemente apresentam incompatibilidade técnica, falta de garantia e bloqueios de IMEI. A Anatel e a Receita federal atuam em conjunto para bloquear o comércio desses produtos, apreendendo milhares de dispositivos todos os anos.

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