Duas funcionárias do Centro de Educação Infantil (CEI) Luz do Brás, na Zona Leste de São Paulo, foram demitidas após a morte do menino Abdoulaye Dieng, de apenas 1 ano, no último dia 22 de julho. A criança faleceu após prender a cabeça em uma estrutura na sala da creche. A demissão foi confirmada pela Secretaria Municipal de Educação (SME), que não detalhou os cargos das profissionais desligadas.
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O caso ocorreu em uma sala multiuso da unidade conveniada. Segundo a investigação, Abdoulaye teria se deitado no chão e colocado a cabeça no espaço entre uma barra de ferro e um espelho fixado na parede. Ao tentar se desprender, a criança ficou presa por cerca de seis minutos e só foi socorrida quando as monitoras retornaram ao ambiente.
Investigação por homicídio culposo
Além das demissões, a Polícia Civil investiga cinco profissionais da unidade por suspeita de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) — entre elas, a diretora e a coordenadora pedagógica. O caso foi registrado pelo 8º Distrito Policial (Brás). Até o momento, ninguém foi preso.
Laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) foram solicitados para determinar a causa exata da morte e periciar o espaço físico onde ocorreu o acidente.
Sala interditada e risco de descredenciamento
A creche segue com os atendimentos regulares, mas a sala onde ocorreu a tragédia está interditada desde o dia 24 de julho para perícias técnicas.
A SME informou que instaurou um procedimento administrativo sumário e destacou que a unidade pode perder o convênio com a Prefeitura de São Paulo caso fiquem comprovadas irregularidades na fiscalização ou no cumprimento dos protocolos de segurança.
Suporte à família
Em nota, a Secretaria lamentou profundamente o ocorrido e informou que equipes da Diretoria Regional de Educação e do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem estão prestando assistência psicológica e social aos familiares da criança. A pasta reiterou que colabora integralmente com as autoridades policiais.