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Moraes arquiva investigação contra Hugo Motta e aliados em caso de bagagens sem fiscalização – Gazeta Brasil

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O ministro do STF Alexandre de Moraes arquivou uma investigação contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) , e outros parlamentares sobre o caso de entrada de bagagens no Brasil sem fiscalização.

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A investigação foi aberta pela Polícia Federal (PF) e mirava, além de Motta, outros três parlamentares:

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  • Ciro Nogueira (PP-PI) – senador

  • Dr. Luizinho (PP-RJ) – deputado federal

  • Isnaldo Bulhões (MDB-AL) – deputado federal


O caso

O inquérito foi aberto após suspeitas de que um auditor da Receita Federal permitiu a entrada de bagagens sem fiscalização adequada por um tripulante da aeronave que trazia os parlamentares da ilha caribenha de Saint Martin.

O voo foi feito em um avião particular do empresário Fernando Oliveira Lima, o “Fernandin OIG” , apontado como operador de plataformas de apostas ligadas ao chamado jogo do tigrinho.


O que diz a PGR

Em parecer, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento em relação aos parlamentares, argumentando que não havia qualquer indício de participação deles em irregularidades.

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Segundo a PGR, imagens mostrariam que os passageiros passaram normalmente pelos procedimentos de fiscalização. O órgão também sustentou que não haveria evidência de ligação entre eles e as bagagens investigadas.


A decisão de Moraes

Moraes concordou com a PGR. Na decisão, ele afirmou que não existem “indícios mínimos” de crime praticado pelos parlamentares e sustentou que a simples presença deles no voo não justifica a manutenção de investigação criminal.

O magistrado também mencionou o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence para argumentar que manter um inquérito sem justa causa configura constrangimento “injusto e grave” aos investigados.

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O que acontece agora

Moraes arquivou o inquérito apenas sobre Motta, Ciro, Isnaldo e Dr. Luizinho e mandou enviar o restante do caso à 1ª Vara Federal de Sorocaba (SP) , onde as apurações seguem para os demais investigados sem foro privilegiado.

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