A sessão da Câmara de São Paulo na terça-feira (24) foi palco de discussão por conta de uma Moção de Repúdio contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). O ponto alto aconteceu entre as vereadoras Sonaira Fernandes (PL) e Amanda Paschoal (PSOL), com a primeira acusando a colega de ter usado argumentos para justificar atos de violência.
Cercada de polêmica, a escolha de Erika, uma mulher trans, para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados gerou moção apresentada por Adrilles Jorge (União).
Segundo o documento, publicado no dia 18, a parlamentar praticou “manifestações (…) incompatíveis com os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e do respeito” ao tecer críticas às mulheres contrárias à sua indicação.
Na tribuna, ele salientou que Erika, por meio das redes sociais, reforçou o “conceito de ódio permanente às mulheres reais”. Sonaira Fernandes (PL) endossou o vereador ao declarar que a hoje deputada federal não representa, de fato, às mulheres brasileiras. A situação chegou a tal ponto que obrigou Isac Félix (PL), que presidia a sessão, a interromper os trabalhos.