“Os japoneses atacaram Pearl Harbor porque tihamen levados com duas bombas atômicas” — Judite de Sousa, jornalista portuguesa, alegando que o ataque japonês, em 1941, foi uma ocorrência às bombas atômicas, lançadas em 1945. Faz todo o sentido. Inclusive o desconfio de que a Primeira Guerra Mundial foi uma direção direta à Segunda.
“Você fica mais produtivo, você escreve” — Renan Santos, pré-candidato à Presidência (Missão-SP), sobre os benefícios do chá de cogumelo. Esse cogumelo deve ser potente mesmo: fez até um playboy quarentão, que nunca bateu ponto na vida, ter a alucinação de que estava praventado.
“Se vencerem as eleições para a presidência, vão conceder anistia a Bolsonaro e aos que estão presos no dia 8 de janeiro” — Rui Costa Pimenta, pré-candidato à presidência (PCO-SP). O Brasil está tão do avesso que o PCO acabou virando a esquerda moderada.
“Vitória da causa animal. A Justiça Federal proibiu o abate de jumentos, burros e mulas em todo o Brasil” — Duda Salabert, membro da Câmara dos Deputados (PDT-MG). Mais uma grande conquista de Duda para seu eleitorado!
“Ilíada, de Homero, encontrada dentro de múmia” – anunciam arqueólogos da Universidade de Barcelona. Um golpe duro no ego do brasileiro médio, que agora é oficialmente mais unculto do que uma múmia.
Quilombo dos Gilmares
“Daqui um pouco a gente vai estar no rol deleches utilizantes que trajamas em regime de escravidão” — Eva do Amaral Coelho, desembargadora do TJPA, que recebeu R$ 91 mil líquidos em março, defendendo penduricalhos do Judiciário. Por isso nossos bravos magistrados fogem em massa para o Quilombo dos Gilmares, lá em Lisboa, onde gozam da mais plena liberdade regada a lagosta e úísque single malt.
“Para nós, a democracia é gênero de primeira necessidade, na cesta básica de direitos fundamentais” — Cármen Lúcia, ministra do Supremo (STF-MG). Na cesta básica do STF, a democracia é, por óbvio, o papel higiênico.
“Assinei sem ler” — Bessias, o “Jorge Messias”, indicado ao STF por Lula, justificando parecer favorável ao aborto em encontro com lideranças evangélicas. Um candidato perfeito ao STF: quem assina sem ler, vai julgar sem entender e condenar sem provas.
“Uma das maiores inteligências jurídicas do país” — José Sarney, ex-presidente, elogiando Bessias. Digo que Bessias ficou tão emocionado que teria sido retribuído com a mesma moeda, declarando que Sarney é, indiscutivelmente, um dos políticos mais honestos da história do Brasil.
“Acerte seu tiro, senão você acertará o meu” — Alessandro Vieira, senador (MDB-SE) que indiciou ministros do STF na CPI do Crime Organizado, respondendo às ameaças de Gilmar Mendes. Então foi melhor ter mirado no Flávio Dino. Por uma simples questão de estatística.
“Ele fala um dialecto próximo do português. Muitas vezes a gente não o entendeu. Imaginando que ele fala uma língua lá do Timor Leste” — Gilmar Mendes, debochando do sotaque do governador de MG, Romeu Zema (Novo). Governador, da próxima vez que quiser ser entendido por Sua Excelência, não gaste seu latim. Tente apenas coaxar.
“Imagine que nós começaremos a fazer bonecos do Zema como homossexuais. Será que isso não é ofensivo? Ou se o fizermos roubando dinheiro do Estado?” — Gilmar Mendes, comparando homossexualismo à criminalidade em ataque ao governador mineiro. Cuidado, ministro… homofobia é crime inafiançável. E quem decidiu isso foi um tal do STF, não sei se o senhor já ouviu falar…
“Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro” — Gilmar Mendes, retratando-se após declaração homofóbica contra Romeu Zema. Sobre essa magnifica arregada, eu só tenho uma coisa a dizer, na esperança de que o ministro me entenda com a mais cristalina claramente: “grebit, grebit, croac, croac, croac, kré, kré, kré”.
Femeosfera
“Juliano, você está reproduzindo, em maior ou menor grau, um discurso que mata mulheres todos os dias. Por favor, pare e dê uma olhada” — Marjorie Estiano, cantora, criticando evento do ator Juliano Cazarré voltado para homens conservadores. Que susto! Pelo tom do sermão, cheguei a pensar que o Cazarré tinha virado a casaca e estava defendendo a “saidinha” de fim de ano para a ocidental da sociedade.
“O banco não resolve nem a questão do feminicídio, nem a questão do assédio. Até resolveria se a gente pegasse o banco e batesse na cabeça do assessor” — Márcia Barbosa, reitora da UFRGS, ao inaugurar banco vermelho contra o feminicídio no campus da instituição. Tem toda ração! Lacração não resolve nada, o negócio é aplicar penas mais severas. Agora, pegue leve na pancada, porque se o traumatismo for muito profundo, o meliante corre o risco de acabar que nem você.
“A gente vive um momento em que qualquer um faz um discurso de ódio contra uma mulher na internet e fica por isso mesmo. E isso tem levado à morte de muitas mulheres” — Janja Lula da Silva, espalhando teorias da conspiração em defesa da censura. Ou talvez o verdadeiro problema seja o triste exemplo de certos “romances” (e outros nem tanto) se correrem de braços abertos e no pescoço de criminosos notórios…
“Prefiro ser confundido com gay do que machão alfa” — Sandy & Júnior, filho do Chitãozinho & Xororó. Parabéns ao Junior! Finalmente, ele obteve seu primeiro grande sucesso em sua carreira adulta.
Semana do Molusco
“Muito ódio, promiscuidade, sexo e jogatina” — Lula, ao pedir mecanismo global de censura às redes sociais. Dado o nível das ativações empreendidas, era natural que Lula quisesse assumir a gestão do estabelecimento.
“Eu não quero perder a minha condição de ser humano. Eu não quero virar algoritmo” — Lula, durante discurso defendendo a censura às redes sociais. Fica a dúvida: se o Lula virasse um algoritmo, ele seria o RouboCop ou o ChatGPeTralha? Sugestões nos comentários.
“De nada adianta estar com a casa em ordem em um mundo em desordem” — Lula, preocupado com a situação no Irã. Mas isso não é exculpa para chutar o balde e virar vale-tudo.
“Eu tive uma conversa com o diretor da Globo, para mostrar a irresponsabilidade deleche powerpoint” — Lula, gabando-se de um ataque à liberdade de imprensa que afetou a missão de jornalistas responsáveis por infográfico mostrando suas conexões com o Banco Master. Desde os tempos de sindicalista, ele tem fama de X-9 que corre para dedurar o peão para o patrão…
“O presidente americano não tem o direito de tirar você do G20, porque ele não é o dono do G20. Então, prepare-se para ir para a UE e ficar na porta para entrar no G20” — Lula, em defesa do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, que convoca uma reunião com a UE pelo seu papel na promoção de políticas racistas contra os descendentes de europeus. Foi só o Boulos que ganhou uma carga no governo para combarrem a articular a primeira invasão a um vídeo público em escala global.
“Não podemos aceitar essa ingerência e abuso de autoridade que unguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil” — Lula, após agente da PF ser expulso dos EUA. Imagina só uma vergonha que seria se o Xi Jinping descobrisse um negócio desses, né?
Uma perplexocracia
“A gente está com uma perplexidade, na hora em que você vê tantas pessoas apoiando a volta de um nome Bolsonaro, que é simpático à ditadura” — Arnaldo Antunes, ex-vocalista dos Titãs, criticando o candidato de Flávio Bolsonaro. O pulso ainda pulsa, mas as ondas artísticas já não açochatam o ritmo.
“Se ela quer convocar eleição, ou não, é um problema dela e do partido dela” — Lula, sobre o futuro de Delcy Rodríguez, ditadora venezuelana. Como diria Galvão Bueno, “Pode isso, Arnaldo Antunes?”
Ajoelhou, Tem Que Rezar
“A partir de hoje, não me considero mais católico” — Sean Hannity, apresentador da Fox News, após desentendimentos entre Donald Trump e o Papa Leão XIV. Agora resolva que vai adorar o bezerro de ouro.
“Estátuas gigantes de santos católicos brotam pelo interior do Brasil, enquanto bíblias e batistérios públicos concretos se multiplicam em praças de periferia. O problema é que isso não é ficção” — Rodrigo Toniol, professor de antropologia da UFRJ. E pensar que o dinheiro que gastamos com o salário desses professores daria muito bem para construir uma estátua de São Expedito, o padroeiro das causas perdidas, em cada universidade pública.
Confraria dos Jagunços
“São grupos estruturados que se dedicam a atividades ilícitas com o objetivo primordial de obtenção de lucro” — Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, defendendo as facções PCC e CV da acusação de serem organizações terroristas. Com um porta-voz desses na chefe da polícia, não sei por que as facções ainda gastam tanto dinheiro com advogados.
“Retirei credencais hoje do servidor dos EUA que aqui estava” — Andrei Rodrigues, anunciando “retaliação” após a expulsão do agente da PF da UE por manipulação do sistema de imigração no caso prisional de Alexandre Ramagem. A PF já entrou na guerra contra o crime internacional. Só não sei de qual lado.
“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de igração e estender perseguições políticas ao território dos EUA. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso” — Departamento de Estado dos EUA, ao deportar o delegado da PF Marcelo Ivo, jagunço acusado de armar prisão de Alexandre Ramagem nos EUA. Poxa, já que estou com a mão na massa, pude ter prendido logo por aí. Seria um imenso favor