A Microsoft iniciou os testes de um novo modelo de cobrança por hora para o acesso ao Xbox Cloud Gaming em jogos adquiridos pelos próprios usuários. Desde esta semana, um grupo restrito de participantes do programa Xbox Insider pode comprar pacotes de horas de transmissão cujos valores variam entre US$ 0,24 e US$ 0,40 por hora jogada.
Os pacotes oferecidos durante a fase de testes custam US$ 3,99 por 10 horas, US$ 7,99 por 25 horas e US$ 11,99 por 50 horas. As horas adquiridas não possuem data de expiração e garantem transmissão em alta definição e sem anúncios. O modelo não inclui os jogos em si: o usuário precisa ter o título em sua biblioteca ou jogar um game gratuito compatível (free-to-play).
Para quem não deseja pagar, a empresa disponibilizará uma opção gratuita financiada por publicidade, mas com sessões mais curtas, filas de espera maiores e menor qualidade visual. A iniciativa permite, pela primeira vez, utilizar a nuvem do Xbox sem a necessidade de manter uma assinatura ativa do Xbox Game Pass.
Fim da nuvem ilimitada no Game Pass
Até então, o Xbox Cloud Gaming funcionava de forma ilimitada como um benefício exclusivo do plano Game Pass Ultimate. A dinamicidade mudará em novembro, quando a Microsoft passará a aplicar limites mensais fixos:
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Game Pass Ultimate (US$ 22,99/mês): 15 horas mensais de nuvem;
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Game Pass Premium (US$ 14,99/mês): 10 horas mensais de nuvem;
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Game Pass Essential (US$ 9,99/mês): 5 horas mensais de nuvem.
Assinantes que ultrapassarem suas cotas mensais precisarão adquirir pacotes de horas adicionais na loja oficial da plataforma.
Justificativa da Microsoft e reação da comunidade
Em comunicado divulgado no portal Xbox Wire, a Microsoft admitiu que a medida traz impactos expressivos: “Reconhecemos que introduzir limites é uma mudança significativa, em particular para os jogadores que dedicam mais tempo à nuvem”. A empresa estima que a restrição afetará diretamente cerca de 4% da base de assinantes do serviço.
A justificativa central é o custo operacional crescente para manter os servidores de transmissão em alta demanda, já que sessões em nuvem consomem capacidade de processamento dedicada em tempo real.
A mudança alinha o modelo do Xbox a concorrentes como o Nvidia GeForce Now, que já adota limites mensais e cobrança por blocos de horas extras. No entanto, a reação da comunidade nos fóruns e redes sociais foi majoritariamente negativa, com jogadores criticando ter de pagar para transmitir títulos que já possuem ou pelos quais já pagam mensalidade.
A Microsoft confirmou que detalhará a disponibilidade regional, a lista de jogos elegíveis e as ferramentas de monitoramento de horas antes da estreia oficial das regras em novembro.
Xbox Labs: apostas em inteligência artificial
O ajuste no serviço de nuvem coincide com o anúncio do Xbox Labs, novo braço interno liderado por Scott Van Vliet (diretor de tecnologia do Xbox) dedicado a explorar inteligência artificial no desenvolvimento de jogos. A divisão pesquisa ferramentas que permitam a criação de jogos por comandos de voz e texto, adaptação de títulos de PC para navegadores e fusão de códigos-fonte de diferentes jogos. A empresa ressaltou que o Xbox Labs é um projeto de pesquisa e não substituirá os consoles ou os métodos tradicionais de desenvolvimento.
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