Mesmo diante de provas contundentes, Fábia deve ficar no mandato, graças aos vereadores. Processo corre por fora

Os inimigos de Fábia, hoje, estão todos juntinhos, rindo!

1 de fevereiro de 2019

Nunca se viu aqui na região do Alto Tietê, vereadores tão bons, humanitários, gentis e acima de tudo: preocupados com o próximo. Esses são os legisladores da Câmara Municipal de Santa Isabel que devem arquivar a Comissão Processante (CP), que apura denúncias gravíssimas contra a prefeita Fábia da Silva Porto (PRB) que foi agraciada com R$ 870 mil vindo da empresa PEM que prestava serviço na cidade com o transporte coletivo. Na ocasião, este dinheiro ajudou a “pobre mulher” a comprar uma casinha qualquer no valor de R$ 1.350.000,00 (Um milhão e trezentos e cinquenta mil reais), outra parte a prefeita, sabe-se lá como, pagou o imóvel conquistado logo que se tornou comandante da cidade recebendo o salário de quase R$ 15 mil. Ah! A prefeita revelou na declaração de bens que não possuía bens. Comovidos por isso, já é dada como certa que nos próximos dias, os nobres e “homens de bens”, cujo cargo seria para investigar as ações do Executivo, vão arquivar a Comissão que investiga Fábia. Diante deste retrocesso imoral, já está sendo preparado um manifesto por meio de um Bloco de Carnaval no domingo, dia 3 de fevereiro e na terça-feira, dia 5, às 20 horas na Avenida República. A organização vem sendo feita pelo Liu e também por Francine Felizardo que entrou em contato com a Redação.

Bastidores: Segundo apurou este Impresso, a defesa da prefeita vai dizer que o responsável seja o “ex-marido, Celso Rossetti quem teria sido beneficiado com o imóvel. Certamente o Ministério Público (MP), não vai cair nessa ladaínha ou se calar diante deste argumento, haja vista que na ocasião, a prefeita era Fábia e não Celso. “Este caso parecido com o do Lula no Triplex do Guarujá e no sítio de Atibaia, agraciado por empreiteiras em troca de benefícios no governo, também tem semelhança com o ex-governador Beto Richa do Paraná favorecido com os mesmos esquemas. No caso de Richa, a acusação diz que ele recebeu R$ 2,5 milhões em espécie, que foram usados para comprar imóveis por uma empresa em nome da esposa e um dos filhos do ex-governador”, compara um assessor parlamentar que preferiu o anonimato. Caso os nobres e samaritanos vereadores rejeitem a CP, Fábia poderá continuar normalmente seu mandato, mesmo que existam investigações paralelas na Polícia e no Ministério Público (MP). Infelizmente, foi retirado o poder da Justiça de cassar o mandato do prefeito, só o Legislativo tem esse poder. “Mesmo que a prefeita seja inocentada pelos maravilhosos vereadores do bem, o povo pretende fazer Justiça nas urnas, não a  reelegendo para um novo mandato”, avisou Maria do Rosário, de 46 anos. Também haverá manifestação contra os vereadores. “Estamos analisando cada vereador, vamos protestar contra qualquer corrupção”, alertou a organização do manifesto.