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Após 45 anos e cerca de 200 mil nascimentos, Santa Casa de Mogi conclui ciclo histórico da Maternidade

Neste 1º de setembro, data em que Mogi das Cruzes completa 466 anos de fundação, a Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes conclui um dos capítulos mais marcantes de seus 153 anos de história. Após aproximadamente 45 anos de funcionamento e cerca de 200 mil nascimentos, encerram-se na instituição as atividades da Maternidade, Centro Obstétrico, Pronto-Socorro Obstétrico, Berçário, UTI Neonatal e os demais serviços relacionados ao pré-parto, parto e pós-parto. Os atendimentos serão integralmente transferidos para a Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa, equipamento da Prefeitura de Mogi das Cruzes localizado na Rua Francisco Affonso de Melo, 550, em Braz Cubas. Mais do que o encerramento de um serviço, o momento representa a conclusão de um ciclo que ajudou a construir a própria história de Mogi das Cruzes.

Um legado de aproximadamente 200 mil vidas

Durante cerca de quatro décadas e meia, estima-se que aproximadamente 200 mil crianças nasceram na Santa Casa, número equivalente a quase metade da população de Mogi das Cruzes. A história da assistência às gestantes na instituição é ainda mais antiga. Os cuidados remontam aos anos 1970, período em que os partos eram acompanhados por parteiras e os médicos eram chamados em situações de cesariana ou complicações.

Ao longo das décadas, a estrutura evoluiu e a Santa Casa consolidou-se como referência regional em Obstetrícia de Alto Risco e Neonatologia, atendendo pacientes de Mogi das Cruzes e de outras cidades do Alto Tietê. Nos últimos anos, eram realizados em média 350 partos por mês, sendo mais de 85% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O complexo dedicado à assistência materno-infantil chegou a contar com 55 leitos de enfermaria e 26 leitos de UTI Neonatal.

“Quase a totalidade das famílias mogianas tem alguma relação com a maternidade da Santa Casa, que guarda uma importância histórica para Mogi e toda Região do Alto Tietê”, define o médico ginecologista e obstetra Gilberto Lozano, coordenador da Maternidade.

O setor que abriga a Maternidade, o Berçário, o Alojamento Conjunto e toda a Unidade Neonatal leva o nome da mogiana Valentina Mello Freire Borenstein, conhecida como Dona Loloya, incomparável benemérita da Santa Casa. Nesse espaço vieram ao mundo milhares de cidadãos que hoje atuam nas mais diferentes profissões, no Brasil e no exterior. Um dos nascimentos de maior projeção pública foi o do jogador Neymar Jr., em 5 de fevereiro de 1992. O parto foi realizado pelo saudoso ginecologista e obstetra Luiz Carlos Bacci que oito anos antes, em 12 de março, havia celebrado no mesmo endereço a chegada do seu filho, o jornalista e apresentador Luiz Bacci.

Gratidão aos profissionais e às famílias

Por trás dos números estão milhares de histórias construídas por mães, crianças, famílias e gerações de profissionais. Médicos, profissionais de enfermagem e de outras áreas assistenciais, colaboradores, gestores, voluntários e parceiros participaram dessa trajetória. No momento da transferência, aproximadamente 250 profissionais estavam envolvidos nas diferentes atividades relacionadas à assistência materno-infantil.

“Imensa gratidão é o sentimento que define a Santa Casa de Mogi diante do encerramento desse grandioso ciclo. Agradecemos demais a cada um que passou por aqui! Profissional ou paciente, trabalho e confiança, todos deixaram um pouco de si na maternidade. Desejamos todo sucesso ao novo hospital para garantir atendimento de qualidade às mamães e bebês!”, manifesta-se a provedora Miriam Nogueira do Valle.

Segundo o vice-provedor Flávio Ferreira Mattos, a assistência obstétrica foi desenvolvida sob o princípio elementar da Santa Casa: “oferecer o nosso melhor sempre, nas condições que temos, enquanto não há recursos para fazer melhor ainda”. O compromisso com a excelência, a evolução constante e a dedicação plena permanecem como alicerces para todas as ações.

Histórias de superação

Inúmeros casos de superação estão ligados à maternidade da Santa Casa. Milhares de recém-nascidos prematuros foram acolhidos na UTI Neonatal. O menor já registrado nasceu com 440 gramas, chegou a 380 gramas em razão de complicações e recebeu alta hospitalar saudável, com 2,5 quilos.

Em outro episódio recente, uma equipe multiprofissional coordenada pelo cirurgião pediátrico e urologista pediátrico Kleber Sayeg realizou o tratamento de uma bebê de 1,64 quilo que nasceu com gastrosquise, defeito congênito caracterizado por uma abertura na parede abdominal, por onde os intestinos e outros órgãos desenvolvem-se fora do corpo. A doença acomete um a cada 5 mil nascidos vivos.

Formação de gerações de profissionais

Nas décadas de 1970 e 1980, a Santa Casa também funcionou como hospital universitário, recebendo residentes e estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Profissionais que se tornaram referências na medicina participaram dessa trajetória, contribuindo para a formação de novas gerações e para o desenvolvimento da assistência obstétrica regional. Esse legado humano, assistencial e científico permanece como parte da história da Santa Casa.

Nos anos de 1980, a Santa Casa e outros hospitais de Mogi passaram a atender pacientes da Previdência Social (modalidade que antecedeu o SUS e era restrita a trabalhadores com carteira assinada e contribuição previdenciária). Na década seguinte, foi montada uma equipe de médicos plantonistas, como conta o ginecologista e obstetra Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho. O Dr. Chico Bezerra, como é chamado, foi diretor clínico da Santa Casa de 1980 a 1990.

Os avanços mais expressivos em assistência obstétrica na filantrópica vieram nos anos 2000. “Trabalhei com dois grandes provedores: Airton Nogueira e Austelino Pinheiro de Mattos”, aponta Chico Bezerra, ao relatar que maternidade e berçário registraram importantes melhorias, possibilitando a realização de cerca de 300 partos por mês. “Nesta época, havia residência médica e plantonistas na porta de entrada. A Santa Casa prestou grande serviço às gestantes de Mogi e de outras cidades e se tornou referência”.

Transição planejada e segura

O processo de transferência dos serviços para a nova Maternidade Municipal teve início em março e será concluído em 31 de agosto. A transição ocorre sob acompanhamento de comissão técnica formada por profissionais da Secretaria Municipal de Saúde, representantes da Santa Casa e do Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz, organização responsável pela gestão do novo equipamento.

O objetivo durante todo o processo foi preservar a continuidade da assistência, a segurança e o bem-estar das pacientes e dos recém-nascidos.

Um ciclo termina. Uma nova etapa começa.

A transferência da maternidade não representa o encerramento da trajetória da Santa Casa. Ao contrário, abre espaço para uma nova etapa dentro de uma instituição que há 153 anos acompanha o desenvolvimento de Mogi das Cruzes.

Com a transferência dos serviços materno-infantis, a Santa Casa deverá ampliar os atendimentos em especialidades como Ortopedia, Oftalmologia, Neurologia, Urologia, Vascular, Cardiologia, Cirurgias Gerais e Hemodinâmica, além de manter todas as demais atividades do Pronto-Socorro 24 horas.

A instituição continuará direcionando sua estrutura, profissionais e experiência para atender às necessidades de saúde da população e fortalecer sua histórica vocação assistencial. Ao olhar para os aproximadamente 200 mil nascimentos ocorridos em suas instalações, a Santa Casa encerra este capítulo com sentimento de missão cumprida e profunda gratidão.

Alguns ciclos se encerram. A missão de cuidar continua.

 

Uma história construída por muitas mãos

Ao concluir este ciclo de aproximadamente 45 anos, a Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes presta uma homenagem especial às pessoas que, em diferentes momentos e de diferentes maneiras, contribuíram para a história de sua Maternidade.

A relação a seguir representa parte dessa grande história e não tem a pretensão de ser completa. Ao longo de mais de quatro décadas, muitas outras pessoas dedicaram trabalho, conhecimento, apoio, solidariedade e carinho à Maternidade da Santa Casa.

A todas elas, inclusive àquelas cujos nomes eventualmente não estejam registrados nesta homenagem, fica o nosso mais profundo reconhecimento.

Recebam toda a nossa gratidão!

Adriana Carmo de Assis

Adriana Mercedes Cardoso Ramos Martins

Afonso Dimas, Dr.

Airton Nogueira

Alberto Teruhiko Gurgel Yamawaki, Dr.

Alessandra Lages, Dra.

Alexandre Antônio Braga da Costa

Aline Marcelina de Castro

Ana Cristina Rodrigues Barbosa

Ana Erick da Cunha Lima

Ana Liza Alves Pereira, Dra.

André do Prado, deputado estadual

Andreia Tieri de Moraes

Anne Amaro Carneiro Soave

Antônio Guariento, Prof. Dr.

Aparecida Marlene M. Barros

Austelino Pinheiro de Mattos

Benedito Natalino Kleine, Dr.

Caio Cunha

Carlos Eduardo Amaral Gennari, Dr.

Carmen Lúcia da Silva

Cássia Ap. Nunes da Silva

Celi Rodrigues do Prado

Cícera Calisto Cardoso

Cíntia Cristina Vitoriano Gonçalves

Claudete dos Santos

Conceição Aparecida Franco

Crislene Lourenço Januário Almeida

Cristiane Clotilde de Oliveira Boa Vista

Cristiane de Almeida Alvarenga Carvalho

Cristina Poletti, Dra.

Daiane Estefani Oliveira Domingos

Daniel Araújo Perone

Daniela da Silva Santana

Danille Miki, Dra.

Danilo Kfoury Ennes, Dr.

Dayana Medina da Cunha Almeida

Débora Aparecida de Oliveira Alves

Domingos Sábio Rodrigues de Oliveira, Dr.

Edmir José Marin, Dr.

Edson Karam, Dr.

Elder Coutinho Pires

Elizângela Aparecida de Lima Pinto

Epafras Ennes, Dr.

Erika Kalff

Eurides de Toledo

Fabiana Lima da Silva

Fátima Patella

Fernanda Roque Marcelino

Flávio Sardinha, professor

Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho, Dr. (Chico Bezerra)

Francisco Ribeiro Nogueira (Chico Nogueira, enquanto prefeito e deputado estadual)

Francisleine Joice Aparecida de Souza Tamarozzi

Gabriel do Carmo Siqueira

Gilberto Lozano, Dr.

Gildete Sales da Costa

Gisele Gabriel do Patrocínio Chagas

Gustavo Macedo Muniz, Dr.

Hellen Cristina Vidal Agra

Henrique Borenstein

Hilda Aparecida Batista Guimarães

Isabella Lozano, Dra.

Ismael Guerreiro, Dr.

Ivaneide Jesus dos Santos

Jéssica Bonavita de Jesus Rocha Pereira

João Anatalino Rodrigues

José Carlos Petreca

Josineide de Oliveira Maceno

Jozenice S. Alcântara

Juciane Fortunato Sabino Dantas

Juliana Aparecida de Andrade

Juliana Maria da Silva

Juliana Tairini Ikeda

Julio Simões

Junji Abe (enquanto prefeito, deputado estadual e deputado federal)

Kati Raiane Leite Lopes Silva

Kelly Cristina Plata de Araújo

Kleber Sayeg, Dr.

Lin Shou Chuan, Dra.

Lourdes Corrêa Leite

Luana Lozano, Dra.

Lucineide Araújo da Silva

Luís Carlos Bacci, Dr.

Luiz Carlos Gondim, Dr. (enquanto deputado estadual)

Luiz Henrique Benites Bot, Dr.

Madson Meirelles, Dr.

Maiara Chagas de Castro

Manoel Bezerra de Melo (Padre Melo)

Mara Bertaiolli

Mara Pereira

Marcela Machado de Santis

Marcello Delascio Cusatis (Téo)

Marcio Alvino, deputado federal

Marco Bertaiolli (enquanto prefeito, deputado estadual e deputado federal)

Marcos Damasio, deputado estadual

Marcus Melo

Maria Assunta Vano

Maria Carmelita Franco

Maria de Lourdes de A. Rodrigues

Maria do Carmo Mocelin Leitão, Dra.

Maria dos Anjos Cury

Maria Helena F. Medeiros

Maria Lúcia B. Lorenço

Mariany Vicco

Marília Aparecida Costa da Silva

Mario José Calderaro

Marli de Cássia Andrade Figueiredo

Marli dos Santos

Marta Cristina Santos

Marta Pereira da Rocha Araújo

Mauro Jordão, Dr.

Michele Narcizo Vieira Sant’Anna

Micheli de Souza Brejo Cardoso

Michelle Pereira de Aguiar

Miriam Naomi Nagata

Miriam Nogueira do Valle

Mirian Ransiman

Mônica G. de Mello

Natália Ferreira Silva

Neide Aparecida Duque

Nilton Oliveira, Dr.

Pedro Tandrafilov, Dr.

Priscila Luzia Ribeiro Silvério

Rebeca Ribeiro Barufi Orechowski

Regina Nakayama, Dra.

Reginaldo Abrão

Rejane Conceição de Carvalho de Assis

Renê Lozano, Dr.

Rene Yunes Irabe, Dr.

Roberto Luiz dos Reis Zanetta, Dr.

Rodrigo Gambale, deputado federal

Rosana Pereira da Silva

Roseli Novais de Piza Andrade

Rosemeire Aparecida Aires Pimenta

Sandra Aparecida da Silva Soares

Sandra Dourado Amorim Martinelli

Sandro Rodrigues Fernandes, Dr.

Simone da Silva Bueno

Tatiane Florindo de Faria Magalhães

Telmo Torres, Dr.

Thainá Loruane de Brito Rocha Lima

Thais Silva

Thalita Silva do Carmo

Valdemar Costa Neto (enquanto deputado federal)

Valdirene Pereira da Silva Santos

Valentina Mello Freire Borenstein (Dona Loloya)

Vânia Mara Viana de Moraes

Vera Antunes Petribu, Dra.

Vivian Vidal Pereira, Dra.

Viviane Gonçalves Leme Motta

Waldemar Costa Filho

Zilda Rosa Consolmagno

E tantos outros profissionais de diferentes áreas, políticos e lideranças que ajudaram a escrever a história da maternidade da Santa Casa de Mogi das Cruzes.

 

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