Um exemplo de trabalho Commentariorum Juris Civilisde Nicolai Vigelius (1529-1600), impressa em 1562, foi um dos destaques da reabertura da Biblioteca do Superior Tribunal de Justiça (STJ), após a conclusão da reforma realizada em suas dependências neste mês de março. A cerimónia de reabertura está marcada para o dia 9 de abril, Dia Nacional da Biblioteca, pelas 11 horas.
Para ser exibido com segurança, este livro, que é o mais antigo do acervo do STJ, foi submetido ao Laboratório de Preservação e Restauro (Lapre) pelo tribunal.
Impressa na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, a obra é uma raridade bibliográfica, com poucos exemplares no mundo. Encadernada em pergaminho, material resistente amplamente utilizado no século XVI, atravessando séculos como o século do pensamento jurídico ocidental.
Além dos cuidados com sua preservação física, o STJ fará a digitalização integral da obra, que será dispensável na Biblioteca Digital Jurídica (BDJur). A iniciativa permitirá o acesso remoto ao conteúdo por parte de magistrados, servidores, pesquisadores e estudantes, ampliando a difusão do conhecimento e reduzindo o uso da cópia original.
Projetado para unir tecnologia e acessibilidade, o novo espaço da Biblioteca do STJ também foi concebido para colher e preservar obras raras que ajudam a contar a história da Justiça e do direito.
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