A taxa média de juros do empréstimo pessoal apresentou queda em agosto, passando de 8,50% para 8,23% ao mês, uma redução de 0,27 ponto percentual, segundo pesquisa realizada pelo Procon-SP. O levantamento, que acompanha as taxas praticadas por seis instituições financeiras, também mostra que o cheque especial manteve a taxa média de 8% ao mês.
A pesquisa considerou as taxas máximas pré-fixadas destinadas a clientes pessoa física não preferenciais, independentemente do canal de contratação. Para o empréstimo pessoal, foi considerado contrato com prazo de 12 meses; para o cheque especial, o período de 30 dias. As taxas foram coletadas em 4 de agosto de 2026.
Empréstimo pessoal
A redução da taxa média foi influenciada principalmente pelas quedas registradas no Bradesco e no Banco do Brasil, respectivamente com a queda nas taxas de 8,83% para 7,47% ao mês (-1,36 p.p.) e de 7,43% para 7,20% ao mês (-0,23 p.p.). As demais instituições pesquisadas — Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander — mantiveram suas taxas em relação ao mês anterior.
Cheque especial
No cheque especial, a taxa média permaneceu em 8% ao mês. Todas as instituições pesquisadas mantiveram suas taxas no mesmo patamar registrado no mês anterior.
O levantamento destaca que o Banco Central, por meio da Resolução nº 4.765, de 27 de novembro de 2019, estabeleceu limite de 8% ao mês para a cobrança de juros do cheque especial para pessoa física. A medida entrou em vigor em 6 de janeiro de 2020.
Confira o relatório na íntegra em: https://www.procon.sp.gov.br/wp-content/uploads/2026/08/RTTXJUROS-08.26.pdf
Orientação ao consumidor
O Procon-SP orienta que o empréstimo pessoal deve ser utilizado apenas em situações de emergência ou para substituir dívidas com juros ainda mais altos. Antes de contratar qualquer modalidade de crédito, o consumidor deve pesquisar e comparar as condições oferecidas pelas instituições financeiras.
Há linhas de crédito que podem apresentar condições mais favoráveis, especialmente para aposentados, servidores públicos, consumidores que tenham restituição de Imposto de Renda a receber ou aqueles cuja empresa possua convênio para crédito consignado. Assim, avaliar essas alternativas pode reduzir significativamente o custo da dívida.