O jornal The Wall Street Journal publicou uma reportagem na segunda-feira (20) em que compara o Primeiro Comando da Capital (PCC) à máfia italiana e descreve a facção brasileira como uma organização criminosa com eficiência semelhante à de uma multinacional.
Segundo a publicação, o PCC se consolidou como uma das maiores organizações criminosas do mundo, com atuação em dezenas de países e influência direta em rotas globais do tráfico de cocaína. O grupo também teria participação no comércio de armas e drogas, com ramificações até mesmo em cidades dos Estados Unidos, como Boston.
A reportagem classifica a facção como uma “potência global” no mercado de cocaína, destacando que sua estrutura combina características de organizações mafiosas tradicionais com um modelo operacional moderno, semelhante ao de grandes empresas internacionais. Essa combinação, segundo o jornal, tem ampliado o alcance e o impacto do grupo na segurança pública global.
Diante desse cenário, autoridades e procuradores têm pressionado o governo dos Estados Unidos a classificar o PCC como uma organização terrorista estrangeira. Caso isso ocorra, a medida poderia permitir ações mais rígidas por parte dos EUA, incluindo operações fora do território americano contra integrantes da facção.
No entanto, a proposta enfrenta resistência do governo brasileiro.
Nesta semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos também indicou, por meio de suas redes sociais, que vistos de cidadãos da América Latina envolvidos em atividades consideradas contrárias aos interesses do país podem ser revisados, sinalizando uma postura mais dura em relação a organizações criminosas transnacionais.