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O advogado-geral da União, Jorge Messias, falou pela primeira vez após ter sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Senado, nesta quarta-feira (29). Ele afirmou que sua história “não acaba aqui” e que encara a derrota como “uma etapa do processo”.
Messias foi rejeitado por 42 votos a 34, com uma abstenção. Eram necessários 41 votos favoráveis. Foi a primeira vez em 132 anos que o Senado barrou uma indicação do presidente da República ao STF.
“A vida é assim”
Em tom sereno, Messias disse:
“Sou grato aos votos que recebi. Acho que cada um de nós cumpre um propósito e eu cumpri o meu. Vim hoje, participei, me submeti a uma sabatina de coração aberto, de alma leve. Falei a verdade, o que penso, o que sinto. Agora, a vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrotas. Nós temos que aceitar. O Plenário do Senado é soberano.”
Ele afirmou que faz parte do processo democrático “saber ganhar e saber perder”:
“Eu acho que hoje estamos diante de um processo que tem um grande significado. Não é simples para alguém de minha trajetória passar por uma rejeição.”
Agradecimento a Lula
Messias agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela indicação:
“Eu sou grato pela confiança que o presidente Lula depositou em mim. O presidente Lula me deu uma grande honra de ter participado deste processo e a ele eu agradeço essa oportunidade. Eu não encaro isso aqui como um fim. Isso aqui é uma etapa do processo da minha vida. A história não acaba aqui.”
“Sabemos quem promoveu tudo isso”
A jornalistas, Messias disse que aceita o revés e que o Senado é soberano, mas afirmou saber “quem promoveu tudo isso”. Ele não citou nomes, mas a referência foi a Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, que atuou contra a indicação.
Messias também falou sobre o processo de desconstrução de sua imagem:
“Sei que a minha história não acaba aqui. Eu tenho 46 anos, tenho história, tenho currículo, tenho uma vida limpa. Passei por cinco meses um processo de desconstrução da minha imagem. Toda a sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso.”
Ele disse estar triste, mas afirmou que o processo foi conduzido de forma transparente.
Funcionário público
Messias destacou que é funcionário público e que não depende de um cargo no STF para se sustentar:
“Fui recebido de forma generosa por todos, não tenho nada a falar. Hoje me submeti a uma sabatina de forma leve e de coração aberto. Demonstrei o que sinto. Agora, a vida é assim, tem dias de derrotas e vitórias.”
O que acontece agora
Com a rejeição, Lula terá que enviar um novo nome ao Senado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. O novo indicado passará por todo o processo novamente: sabatina na CCJ e votação no plenário.