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Jogadora da WNBA é expulsa por falta grave e acusa rival de ‘privilégio branco’ – Gazeta Brasil

DiJonai Carrington, do Chicago Sky, foi excluída de partida contra o Indiana Fever após atingir Sophie Cunningham no rosto; lance gerou debate nas redes sociais.

O confronto entre Chicago Sky e Indiana Fever pela WNBA, realizado neste sábado (8), registrou um momento de tensão logo no primeiro quarto. A ala-armadora do Sky, DiJonai Carrington, foi expulsa após cometer uma falta de impacto contra Sophie Cunningham, do Fever, iniciando uma discussão em quadra. (Vídeo no final da matéria).

O lance ocorreu a cerca de dois minutos do fim do período inicial, quando Cunningham tentava uma bandeja. Ao subir para o arremesso, Carrington atingiu o rosto da adversária por trás. Cunningham caiu na quadra e, ao se levantar, empurrou Carrington antes de ser contida por companheiras de equipe. Após revisão em vídeo, a arbitragem classificou a infração como falta flagrante de nível 2 (antidesportiva), resultando na exclusão automática da atleta do Chicago Sky.

Repercussão e declarações Após o término da partida — vencida pelo Indiana Fever por 90 a 86 —, Cunningham comentou o episódio. “Claramente, eu acho que foi desnecessário. Nunca falei com ela e não tenho desavença nenhuma com ela, mas acho que ela tem algumas coisas reprimidas. Tudo bem, eu aguento”, declarou.

Carrington demonstrou aparente incredulidade com a decisão da arbitragem ainda no banco de reservas. Posteriormente, a jogadora publicou em sua conta na rede social Threads a frase: “PRIVILÉGIO BRANCO @indianafever” (em inglês, “WHITE PRIVILEGE”).

Cunningham rebateu a postagem em coletiva de imprensa: “Isso não tem nada a ver com raça. No ano passado, eu fiz a mesma coisa e fui expulsa. E eu mereci ser expulsa. Não há razão para usar essa carta”.

Contexto extracampo A ala do Fever esteve envolvida em debates públicos recentes ao manifestar posicionamento sobre a inclusão de atletas transgêneros no esporte feminino. Em entrevista à ESPN no final de julho, Cunningham declarou que busca “proteger meninas jovens em um vestiário, ou meninas jovens no esporte, que não deveriam ter que enfrentar homens biológicos”.

Em comunicado obtido pela Associated Press, a WNBA informou que uma força-tarefa da liga se reunirá na próxima semana para discutir as diretrizes sobre a participação de atletas transgêneros na competição.

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