UM Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) lançado, nesta quarta-feira (10), ataques contra bases militares dos Estados Unidos e do Golfo Pérsico. A ofensiva aconteceu assim resposta aos bombardeios realizados por Washington nas proximidades do Estreito de Ormuz na noite anterior.
Segundo o Comando Central da UE, os ataques norte-americanos tiveram como alvo os sistemas de defesa aérea, radares e estações de controlo iranianos, após a derrubada de um helicóptero militar. Em retaliação, Teerã disparou mísseis contra bases norte-americanas no Bahrein e Kuwait.
UM Jordânia também informou ter interceptado cinco projetos iranianos direcionados à base aérea de Muwaffaq Salti, que abriga forças dos Estados Unidos. De acordo com a mídia iraiana, os alvos seriam hangares de caça F-35 e um centro de comando e controle.
Os ataques representam uma das maiores escaladas de tensão desde o cessar-fogo firmado entre os Estados Unidos e o Irã em abril, com o objetivo de avançar nas negociações diplomáticas. No domingo (7), Teerã já havia trocado ataques com Israel após uma ofensiva israelense contra o Hezbolágrupo aliado ao regime iraniano, no sul do Líbano.
Em publicação nas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaeafirmou que o país prefere “uma língua de diplomacia”mas ressaltou que suas Forças Armadas “não deixarão nenhum ataque ou ameaça sem resposta”.
Entre no conflito
A crise atual tem origem no agravamento das disputas envolvendo o programa nuclear iraniano. Em Fevereiro, um ataque coordenado entre Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão, deixando mais de 500 mortos e aumentando as tensões na região.
Desde então, os confrontos envolvendo o Irão, Israel, o Hezbollah e as forças ocidentais expandiram o conflito em diferentes frentes no Médio Oriente, incluindo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio global de petróleo.
Embora tenha sido assinado um cessar-fogo em Abril para incentivar novas negociações sobre o programa nuclear iraniano, as sucessivas violações da trégua dificultaram o avanço do diálogo e aumentaram o risco de uma nova escalada militar na região.
Por João Vitor Mendes | Revisão: Daniela Gentil
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