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Irã faz 8 exigências aos EUA para liberar o Estreito de Ormuz, rota vital do petróleo global – Gazeta Brasil

Teerã condiciona abertura de rota estratégica ao fim de sanções e à retirada de tropas americanas; no mesmo dia, Emirados Árabes denunciam ataque contra navio.

O governo iraniano apresentou uma lista com oito exigências para a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde transita cerca de 20% do petróleo global. A informação foi divulgada neste domingo (9) pelo jornal britânico Daily Mail.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã (SNSC), órgão subordinado ao líder supremo Mojtaba Khamenei, declarou que a via permanecerá bloqueada até que Washington altere seu posicionamento na região. O chefe do SNSC e comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Bagher Zolghadr, apresentou as demandas durante negociações mediadas por Omã para a administração do tráfego marítimo.

As oito demandas A pauta de Teerã condiciona a normalização do estreito ao cumprimento das seguintes condições por parte dos Estados Unidos:

  • Fim definitivo das hostilidades na região;

  • Interrupção do bloqueio naval americano;

  • Retirada total das forças militares dos EUA do Oriente Médio;

  • Suspensão imediata de todas as sanções contra o Irã;

  • Descongelamento de ativos financeiros iranianos no exterior;

  • Pagamento de reparações financeiras ao Estado iraniano;

  • Cessação de ameaças diplomáticas ao regime;

  • Fim de operações militares contra aliados do Irã na região.

O prazo inicial estipulado para as negociações expira em pouco mais de uma semana, havendo a possibilidade de prorrogação.

Ataque a navio e cenário militar nos EUA O anúncio coincide com a denúncia feita pelos Emirados Árabes Unidos de que um de seus navios foi atingido por um míssil iraniano no Estreito de Ormuz. Conforme a publicação britânica, o incidente foi confirmado por autoridades regionais, e Teerã ainda não emitiu um pronunciamento oficial sobre o ocorrido.

A movimentação diplomática ocorre em meio a discussões internas no alto escalão de defesa dos EUA. Relatos do Washington Post indicaram divergências entre o presidente Donald Trump e o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, motivadas por uma suposta escassez de mísseis de longo alcance e interceptadores antiaéreos. O Pentágono e a Casa Branca negaram a existência de atritos, classificando os relatos como falsos. Trump declarou publicamente que os responsáveis por vazamentos de informações internas serão identificados e punidos.

O atual conflito na região teve início em 28 de fevereiro com ofensivas coordenadas entre Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos. O Irã respondeu com ataques de mísseis contra bases americanas e o bloqueio de Ormuz. Uma trégua temporária mediada pelo Paquistão foi rompida no mês passado após novos incidentes envolvendo petroleiros.

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