Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão.
Telegram: [link do Telegram] WhatsApp: [link do WhatsApp]
O presidente Donald Trump está concentrando uma força terrestre de cerca de 7 mil soldados na fronteira com o Irã depois que o regime islâmico rejeitou um plano de paz de 15 pontos, apresentando uma série de exigências que Washington classificou como “ridículas” e “irrealistas”.
De acordo com informações do Pentágono, cerca de 2 mil paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada foram enviados ao Oriente Médio na noite passada para se juntar a aproximadamente 4,5 mil fuzileiros navais já a caminho da região. Fontes próximas à administração Trump afirmam que o presidente está preparado para autorizar uma invasão em grande escala caso Teerã continue a ignorar suas tentativas diplomáticas.
Um assessor de Trump disse ao Axios: “Trump tem uma mão aberta para um acordo e a outra fechada, esperando acertar você na cara”.
O plano de paz de 15 pontos, inspirado no modelo do acordo de Gaza, previa que o Irã desmantelasse todas as capacidades nucleares e mísseis de longo alcance, abrisse o Estreito de Hormuz e abandonasse grupos terroristas proxy. No entanto, a televisão estatal iraniana informou na quarta-feira que o regime rejeitou a proposta de cessar-fogo e, em vez disso, exige:
- Fechamento de todas as bases americanas no Golfo;
- Reparações financeiras;
- Fim de ataques militares israelenses contra o Hezbollah no Líbano;
- Controle do Estreito de Hormuz, permitindo ao Irã cobrar taxas sobre a passagem de navios, semelhante ao que o Egito faz com o Canal de Suez.
A notícia gerou forte volatilidade nos preços do petróleo. Na terça-feira, o preço do barril de Brent caiu para US$ 97, após o anúncio do plano, mas voltou a subir para US$ 102 na quarta-feira.
Um funcionário da administração Trump classificou as exigências iranianas como “ridículas” e “irreais”, alertando que agora é mais difícil fechar um acordo do que antes do início do conflito, enquanto a força de invasão terrestre se prepara.
Diplomatas americanos e iranianos não mantêm contato direto, utilizando intermediários de países como Egito, Turquia e Paquistão para conduzir as negociações. Trump havia proposto um cessar-fogo de um mês para permitir que as partes discutissem o plano de 15 pontos, mas as demandas de Teerã contrastam totalmente com a proposta americana.
O controle do Estreito de Hormuz continua sendo um ponto crítico. Arábia Saudita se recusa a ceder e tem pressionado Trump a manter a ofensiva, com o Príncipe Herdeiro Mohammed bin Salman pedindo repetidamente que o presidente destrua o regime islâmico, incluindo o uso de forças terrestres para tomar instalações de energia iranianas.
O Irã mantém desconfiança em relação aos enviados de Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, acusando-os de “traição” nas negociações antes dos ataques americanos e israelenses em 28 de fevereiro. Autoridades iranianas pressionam para que o vice-presidente JD Vance lidere a equipe de negociação dos EUA, acreditando que ele seja mais simpático após expressar dúvidas sobre a Operação Fúria Épica.
Trump enfrenta pressão internacional para encerrar o conflito, especialmente após o bloqueio do Estreito de Hormuz pelo Irã, que elevou os preços globais do petróleo. Na segunda-feira, o presidente anunciou uma pausa de cinco dias nos ataques contra a infraestrutura energética iraniana, enquanto tentava convencer Teerã a retornar à mesa de negociações.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammed-Baqer Qalibaf, se tornou o líder de fato do país e o interlocutor preferencial dos americanos, mas negou ter iniciado qualquer diálogo com Washington até o momento.