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Irã ameaça retaliação contra EUA e Israel: “Estamos preparados para todos os cenários” – Gazeta Brasil

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O regime iraniano afirmou nesta terça-feira que permanece em estado de alerta máximo diante da ofensiva militar de Estados Unidos e Israel, garantindo que possui respostas planejadas para qualquer tipo de ataque.

O primeiro vice-presidente iraniano, Mohamad Reza Aref, destacou que “nenhuma ameaça escapa à nossa preparação e aos nossos serviços de inteligência”, em referência às recentes declarações da Casa Branca e ao endurecimento do ultimato norte-americano para a reabertura do estreito de Ormuz, rota estratégica para o trânsito de petróleo do Oriente Médio. “A segurança nacional e a sustentabilidade das infraestruturas são objeto de cálculos precisos”, afirmou Aref.

A posição iraniana foi divulgada em resposta às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que sugeriu a possibilidade da “aniquilação de toda uma civilização” caso Teerã não aceite as condições impostas pelo governo americano. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, também endureceu a retórica oficial, afirmando que “temos ferramentas em nosso arsenal que, até agora, não decidimos utilizar… O presidente pode decidir usá-las, e o fará se os iranianos não mudarem seu comportamento”.

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O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, descartou qualquer possibilidade de alto‑firme temporário e garantiu que o país não cederá à pressão militar ou diplomática. “Um alto‑firme temporário só serve para que os agressores se rearmem”, disse. Iravani reiterou que o país fará uso da “legítima defesa” se as operações militares continuarem.

Durante sessão do Conselho de Segurança da ONU, o diplomata criticou a postura de Washington e seus aliados, acusando-os de adotar resoluções “desequilibradas e desestabilizadoras” sobre a segurança do estreito de Ormuz. Ele agradeceu a Rússia e China por vetarem um texto apoiado por países do Golfo e acusou os EUA de tentar manipular organismos internacionais para justificar uma escalada militar.

O Irã continua usando o controle do estreito de Ormuz como ferramenta de pressão, embora assegure respeitar a liberdade de navegação. O estreito concentra cerca de 20% do petróleo mundial, o que gera preocupação internacional diante de qualquer ameaça à estabilidade do fornecimento. Iravani também negou que o programa nuclear do país tenha fins militares, afirmando que não há evidências de desenvolvimento de armas nucleares e que o Irã já foi inspecionado por organismos internacionais.

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Segundo informações de ONGs, a ofensiva militar dos EUA e Israel contra o Irã, iniciada há mais de um mês, resultou na morte do líder supremo Alí Khamenei e na eliminação de grande parte da cúpula militar do país.

O ministro das Relações Exteriores de Barém, Abdullatif bin Rashid Al Zayan, alertou que a paciência da região diante da agressão iraniana “tem limites” e prometeu que continuarão adotando “todas as medidas necessárias” para defender a soberania regional. “Nossos direitos não podem ser restringidos pela inação”, declarou.

(Com informações de AFP e EFE)

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