Guardas Revolucionários acusam Washington de ataque a lançadores na ilha de Larak e falam em “martírio e ferimentos” de combatentes. Centcom diz que o alvo eram equipamentos preparados para disparar minas navais.
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A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, neste domingo (30), que os Estados Unidos atacaram a ilha de Larak, localizada próxima ao Estreito de Ormuz, provocando mortos e feridos entre seus combatentes. Em comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana, o corpo militar acusou Washington e ameaçou retaliar: “Esta ação será respondida e terá como consequência o castigo do agressor”.
O comunicado iraniano mencionou o “martírio e ferimentos de vários de nossos combatentes e compatriotas”. O porta-voz da Guarda Revolucionária, general Sardar Mohbi, classificou a ação americana como um “erro estratégico e letal” do governo Trump e afirmou que Washington pagará as consequências nos âmbitos econômico e militar. Mohbi também advertiu que a decisão terá “custos elevados” para seus responsáveis.
Centcom confirma ataque a lançadores
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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) reconheceu que as forças americanas realizaram ataques contra posições iranianas durante este domingo. Tim Hawkins, porta-voz do Centcom, explicou em comunicado que as forças atacaram dois lançadores na zona após observarem membros da Guarda Revolucionária se preparando para disparar equipamentos equipados com minas navais.
“Mais cedo no dia, as forças americanas atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak”, disse Hawkins, acrescentando que os membros da Guarda Revolucionária foram vistos se preparando para a ação.
O porta-voz do Centcom também informou que, na semana passada, o comando concluiu a desminagem das rotas de navegação internacionais do estreito. “As forças americanas vigiam de perto a zona e seguem preparadas para proteger a livre circulação dos intercâmbios comerciais nesta via marítima essencial”, afirmou.
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Contexto de tensão e explosões na Jordânia
O episódio representa o primeiro ataque americano conhecido contra o Irã desde o fim de julho, quando o presidente Donald Trump pausou uma campanha militar de duas semanas desenvolvida no entorno do Estreito de Ormuz. A operação ocorre poucos dias após as forças americanas concluírem a retirada de minas navais das rotas internacionais do estreito.
Trump já havia advertido que qualquer embarcação que tentasse desdobrar novos artefatos no estreito seria “imediata e sistematicamente destruída”. “Há uma política de tolerância zero sobre a colocação de minas em pleno vigor e efeito”, escreveu o presidente em sua rede Truth Social.
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Paralelamente, meios locais da Jordânia reportaram explosões perto da cidade de Aqaba, no extremo sul do país, após novos lançamentos procedentes do Irã. Alguns veículos árabes informaram que uma explosão ocorreu nas proximidades de uma base militar americana perto de Aqaba. A televisão estatal iraniana Press TV informou que Teerã lançou mísseis contra alvos americanos no Estreito de Ormuz durante as primeiras horas da segunda-feira (31).