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O mercado financeiro brasileiro fechou em queda nesta sexta-feira (20), refletindo o aumento das tensões internacionais. O dólar subiu 1,79% e encerrou o dia cotado a R$ 5,3085, enquanto o Ibovespa recuou 2,25%, aos 176.219 pontos.
O principal motivo para o movimento foi a cautela dos investidores diante da guerra no Oriente Médio, que entra na quarta semana. Com o cenário incerto, muitos optaram por aplicar em ativos considerados mais seguros, como a moeda americana.
A tensão aumentou após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que criticou aliados da Otan e afirmou não querer um cessar-fogo no Irã. O conflito segue pressionando os mercados globais e elevando o preço do petróleo.
O barril do tipo Brent, referência internacional, voltou a subir e era negociado a cerca de US$ 111,97 no fim do dia. Já o gás natural na Europa, que havia disparado na véspera, apresentou leve recuo.
No cenário interno, a falta de indicadores econômicos relevantes também contribuiu para o clima de cautela. Bancos centrais de grandes economias, como o Federal Reserve, o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra decidiram manter as taxas de juros, enquanto acompanham os impactos do conflito global.
Na Bolsa brasileira, um dos destaques negativos foi a queda das ações da Braskem, que despencaram mais de 14% após o governo reduzir benefícios esperados para o setor petroquímico, pressionando ainda mais o índice.
O cenário também impacta diretamente o bolso dos brasileiros. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostram que o preço médio do diesel já chegou a R$ 7,22 — bem acima dos R$ 5,74 registrados no início do conflito, no fim de fevereiro.
Apesar da alta na demanda por combustíveis, a Petrobras foi cobrada a ampliar a oferta no mercado. Ainda assim, a ANP afirmou que não há risco de desabastecimento no momento.
No campo político, investidores também acompanham mudanças no governo. A indicação de Dario Durigan para comandar o Ministério da Fazenda até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após a saída de Fernando Haddad, também entrou no radar do mercado.