Hantavírus em cruzeiro deixa mortos no Atlântico

Hantavírus em um navio de expedição no Atlântico Sul acendeu um alerta global de saúde após a confirmação de mortes e casos suspeitos a bordo. Autoridades internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), acompanham a situação envolvendo o navio MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions, que realizava viagem entre a Argentina e Cabo Verde.

REDAÇÃO DO DIÁRIO com fontes internacionais*

Segundo informações divulgadas por veículos como a BBC News e a Agence France-Presse (AFP), ao menos três mortes foram associadas a um possível surto da doença. Um caso já foi confirmado laboratorialmente, enquanto outros seguem sob investigação. Há ainda passageiros em estado grave, incluindo um britânico internado em unidade de terapia intensiva em Joanesburgo, na África do Sul.

Hantavírus: casos e mortes sob investigação

As primeiras ocorrências teriam sido registradas durante a travessia iniciada em Ushuaia, no extremo sul da Argentina. Um passageiro de cerca de 70 anos morreu a bordo após apresentar sintomas compatíveis com infecção por hantavírus. Sua esposa, também infectada, foi evacuada e faleceu posteriormente em um hospital sul-africano.

De acordo com autoridades de saúde da África do Sul, citadas pela BBC, uma terceira vítima fatal foi confirmada, enquanto outros passageiros seguem sendo monitorados. A OMS atua na coordenação internacional para avaliação de riscos, isolamento de casos suspeitos e eventual evacuação médica de infectados.

Riscos, transmissão e resposta global

O hantavírus é uma doença rara, geralmente associada ao contato com secreções de roedores infectados — como urina e fezes — em ambientes contaminados. Em circunstâncias excepcionais, algumas variantes podem apresentar transmissão entre humanos, especialmente em ambientes fechados.

A OMS reforçou que, embora a transmissão interpessoal seja incomum, surtos em ambientes confinados — como embarcações — exigem resposta rápida e protocolos rigorosos. O caso do MV Hondius levanta preocupações adicionais por envolver um cruzeiro de expedição, com passageiros em áreas remotas e acesso limitado imediato a estruturas hospitalares.

O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido informou estar em contato com a operadora do navio e autoridades locais para prestar assistência a seus քաղաքացինos. Já especialistas apontam que a contenção depende de isolamento, rastreamento de contatos e avaliação epidemiológica detalhada.

O navio, com capacidade para cerca de 170 passageiros, seguia rota pelo Atlântico Sul e tinha previsão de chegar a Cabo Verde antes de continuar viagem para as Ilhas Canárias. O desfecho do episódio ainda depende da conclusão das investigações laboratoriais e epidemiológicas em curso.

*Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS); BBC News; Agence France-Presse (AFP); Autoridades de saúde da África do Sul

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