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Gigante da logística ferroviária é condenada após ‘segurar’ caminhoneiros por 3 dias em filas

A gigante da logística ferroviária foi condenada após caminhoneiros relatarem esperas de até três dias para descarregar cargasFoto: Blog do Caminhoneiro/blogdocaminhoneiro/Instagram

Uma das maiores empresas do setor ferroviário do Brasil foi condenada pela Justiça do Trabalho após caminhoneiros enfrentarem esperas de até três dias para descarregar cargas em um terminal ferroviário em Mato Grosso. A decisão envolve a Rumo Malha Norte, apontada como uma gigante da logística ferroviária no país.

A condenação prevê o pagamento de R$ 300 mil por dano moral coletivo e determina que a empresa passe a respeitar o limite máximo de cinco horas para operações de carga e descarga, conforme estabelece a legislação. Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 500 por veículo, limitada a R$ 100 mil por dia.

Gigante da logística ferroviária acumulou filas de até 10 quilômetros

Segundo o processo, caminhoneiros relataram que chegavam a esperar até quatro dias para descarregar mercadorias no terminal de Rondonópolis, no Mato Grosso. As filas registradas no local chegaram a aproximadamente 10 quilômetros, afetando o fluxo de veículos na BR-163.

De acordo com a ação, motoristas permaneciam parados por longos períodos sem estrutura adequada, enfrentando dificuldades para acessar alimentação, água potável e banheiros.

As denúncias levaram o Sindicato dos Trabalhadores em STTRR (Empresas do Transporte Terrestre de Rondonópolis e Região) a acionar a Justiça.

Imagem de trem com a marca RUMOJustiça determinou que a gigante da logística ferroviária respeite o limite legal de cinco horas para carga e descargaFoto: Divulgação/ND Mais

Justiça responsabiliza gigante da logística ferroviária

Durante uma inspeção realizada sem aviso prévio em setembro de 2025, a juíza Michelle Saliba, da 1ª Vara do Trabalho de Rondonópolis, ouviu caminhoneiros que confirmaram os atrasos constantes.

Um dos motoristas relatou que aguardava havia mais de 24 horas para descarregar a carga. Outro afirmou que estava parado havia quatro dias. A magistrada também analisou documentos que apontaram tempos médios de espera superiores ao permitido por lei.

Na decisão, a juíza concluiu que a gigante da logística ferroviária tem responsabilidade direta pela organização do fluxo de caminhões e deve garantir condições adequadas aos profissionais que dependem da operação.

O que muda após a condenação da gigante da logística ferroviária

Imagem de RUMO A gigante da logística ferroviária terá de registrar corretamente horários de entrada e saída dos caminhõesFoto: Divulgação

Além da indenização por dano moral coletivo, a empresa terá de adotar medidas para evitar novas filas e registrar corretamente os horários de entrada e saída dos caminhões.

A Justiça entendeu que a demora excessiva compromete a saúde, o descanso e a segurança dos motoristas, além de aumentar os riscos de acidentes nas rodovias da região.

Posicionamento da empresa

O portal ND Mais entrou em contato com a empresa, mas até o fechamento desta reportagem não houve resposta. O espaço segue aberto para os devidos esclarecimentos.

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