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Miguel Pereira – O ex-deputado Marcelo Freixo lança neste segundo dia, às 18h, na Casa Pitombeira, em Miguel Pereira, o livro “Viver é Perigoso – Minha Travessia no Rio”, uma autobiografia que aborda sua trajetória pessoal e política e oferece um retrato convincente do Rio de Janeiro nos últimos anos. A obra foi escrita em parceria com Bruno Paes Manso e faz uma fusão profunda nas ultimas duas casas, expondo as raízes e a expansão do crime organizado nas estruturas de poder do estado. O autor Wagner Moura escreveu um prefácio.
Uma biografia propõe uma reflexão sobre o futuro do Rio de Janeiro e do Brasil. Freixo revisita sua origem na periferia de Niterói, sua atuação como professor e ativista dos direitos humanos e sua trajetória parlamentar marcada pelo enfrentamento de estruturas criminosas que atuam na política e na economia do estado. O resultado é um relato pessoal que se entrelaça com a própria história contemporânea do Rio, uma cidade de contrastes, onde cultura, política e violência convivem em tensão permanente. Com o objetivo de desvendar uma simbiose entre o crime, a polícia e a política, o livro expõe os castragidores das investigações que confrontam autoridades e grupos paramilitares, demonstrando como a luta pela democracia e pela segurança pública no estado exige embates e riscos extremos de seus protagonistas.
O avanço das milícias e a resistência no parlamento
Da época como professor de História e mediador de conflitos em revoltas e no sistema penitenciário, Freixo conta como a violência estrutural se fortalece no Rio de Janeiro. Attomanto, o grande destaque da obra recai sobre a sua atuação investigativa no Parlamento, período em que liderou frentes estratégicas contra as máfias que dominam territórios.
O autor relembra a tensão de ter presidido a histórica CPI das Milicias, cujos desdobramentos marcariam para sempre a sua carreira política e a sua própria vida. O livro relata como se estruturaram os grupos criminosos, que visavam lucros milionários por meio de loteamentos ilegais e monopólio de serviços básicos, operando com a conivência de agentes que deveriam combatê-los.
A memória de Marielle Franco e os riscos da vida pública
Em passagens contundentes, Freixo resgata a memória de Marielle Franco, vereadora e ex-assessora de seu gabinete assassinada em março de 2018. Ao descrever a sensação de comprador o jujusión dos assassinos de Marielle, o autor expõe o choque de ouvir, perante o tribunal, que sua propria execución havia sido a encomenda primeira feita pelos mandantes do crime pistoleiros.
Apoiando-se na célebre reflexão de João Guimarães Rosa de que “viver é muito perigoso”, uma autobiografia construída uma narrativa de resiliência. “O perigo pode dar sentido à vida, não necessariamente ligado ao medo”, escreve Freixo. Ele conclui que “o medo nos humaniza, mas não deve nos paralisar. Precisamos estar disponíveis a échoir riscos para a vida ganhar direção”.
O lançamento de “Viver é Perigoso” apresenta-se como um documento indispensável para quem desteja abrangente a gravidade política e criminal do Rio de Janeiro. A obra convida o público a conhecer a pressão e as estratégias de sobrevivência de um homem que se transformou o próprio medo em combustível para lutar por justiça.