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A espingarda que o suspeito Cole Allen, de 31 anos, usou no ataque ao jantar dos correspondentes da Casa Branca foi fotografada pela primeira vez. Allen abriu fogo do lado de fora do evento no sábado (26) e atingiu um agente do Serviço Secreto.
O atirador também foi visto em uma nova foto, tirada logo após a prisão. Na imagem, ele aparece sem camisa, coberto por uma manta térmica.
As armas usadas no ataque
A espingarda é uma Mossberg Maverick, calibre 12. Segundo as autoridades, Allen ainda estava com ela na mão quando avançou sobre o ponto de segurança no Hotel Washington Hilton.
Além da espingarda, ele também estava armado com uma pistola e facas. Depois de trocar tiros com os agentes, o atirador foi derrubado e preso.
Como ele escapou da segurança
Allen estava hospedado no próprio hotel onde acontecia o jantar. De acordo com as investigações, ele evitou os corredores mais vigiados e usou uma escada interna que não tinha tanta fiscalização quanto os elevadores e os hallways.
Ele desceu cerca de dez andares pela escada e chegou a um nível próximo da área de triagem inicial, onde ficavam os detectores de metais e os agentes do Serviço Secreto.
O suspeito foi detido em um andar acima do salão de jantar. Se tivesse descido mais um lance de escada, ele poderia ter chegado ao local onde o presidente Trump e seus principais assessores jantavam.
O que diz o manifesto
Segundo o New York Post, Allen enviou um manifesto para familiares momentos antes do ataque. No texto, ele afirmava que queria matar o presidente e pessoas do círculo próximo de Trump.
Trechos do manifesto citados pelo jornal:
“Virar a outra face é para quando você mesmo é oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um campo de detenção. Não sou o pescador executado sem julgamento.”
“Virar a outra face quando outra pessoa é oprimida não é um comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor.”
“Para minimizar as baixas, também usarei chumbo grosso em vez de balas (menos penetração nas paredes).”
A reação de Trump
Após ser evacuado para a Casa Branca, Trump comentou que o hotel não era um local particularmente seguro. Um alto funcionário da Casa Branca disse ao Daily Mail que a chefe de gabinete, Susie Wiles, convocou uma reunião de segurança com o Serviço Secreto e o Departamento de Segurança Interna para discutir o tiroteio de sábado.
O mesmo funcionário afirmou: “O presidente Trump disse que pensa, pessoalmente, que eles fizeram um excelente trabalho ao neutralizar o atirador e levar o presidente, a primeira-dama, o vice-presidente e o gabinete para um local seguro.”
“No entanto, a chefe de gabinete Susie Wiles está convocando uma reunião no início desta semana com a equipe de operações da Casa Branca, o Serviço Secreto e a liderança do DHS para discutir protocolos e práticas para grandes eventos que envolvem o presidente.”
Histórico de falhas de segurança
Desde as duas tentativas de assassinato contra Trump durante a campanha de 2024, várias falhas de segurança aconteceram. Entre elas:
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Um grupo de manifestantes chegou perto do presidente em um restaurante em Washington no ano passado
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Invasões na residência de Trump na Flórida
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O mais recente: o ataque ao jantar da imprensa
Em fevereiro deste ano, agentes mataram Austin Martin, de 21 anos, depois que ele invadiu o perímetro de segurança da residência de Trump em Mar-a-Lago com uma espingarda.
Em setembro de 2025, o presidente foi confrontado por um grupo de manifestantes no Joe’s Seafood, em Washington. Os ativistas do Code Pink conseguiram chegar perto de Trump, o que gerou preocupação sobre como eles souberam da visita do presidente ao restaurante.