A prorrogação do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), cujo prazo para utilização dos recursos termina este ano, dominou a discussão de dois dos principais fóruns de conectividade do país, realizados nesta terça-feira (19) em Brasília.
O evento Painel Telecom reúne governantes, parlamentares, representantes da Anatel e executivos de grandes operadoras, em meio ao avanço do 5G e da inteligência artificial.
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Relatora do PLP 230 e presidente da Comissão de Comunicação da Câmara, a deputada Maria Rosas afirmou que a prorrogação do fundo é uma prioridade do Congresso. “Temos o tempo limite que é esse ano. Temos que estar juntos, caminhando com o setor para que isso venha a ser uma realidade”, disse ele, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. O projeto já conta com exigência de urgência.
Segundo o parlamentar, o Brasil tem 138 milhões de escolas públicas e 70% estão interligadas. Os 30% restantes, em geral localização em áreas rurais e regiões mais isoladas, ainda dependentes de infraestrutura. A proposta também prevê a inclusão de cerca de 3.800 Unidades Básicas de Saúde em regiões distantes entre os beneficiários dos recursos do Fust.
A Comissão de Comunicação concentra ainda debates sobre concessões de rádio e TV, inteligência artificial e a implementação da TV 3.0, prevista para junho. Em ano de Copa do Mundo e de eleições, está marcada uma audiência pública para discutir o impacto da regulamentação do TSE no setor.
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CEO da Tim Brasil
Do lado das operadoras, o discurso foi de que a infraestrutura já instalada cria as condições para um novo ciclo de digitalização. O CEO da TIM Brasil, Alberto Griselli, avaliou que o setor vive uma nova disrupção tecnológica com a introdução da inteligência artificial.
“Por termos uma infraestrutura digital bastante ampla, de fato somos quase um sistema nervoso nessa nova revolução que vai ser construída em cima das nossas redes”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo o executivo, o setor precisa de “certeza regulatória e segurança jurídica” para manter o fluxo de investimentos e viabilizar a transição do que chamou de “Brasil Conectado para o Brasil Digital”.
Os investimentos em infraestrutura digital superaram R$ 36 bilhões no ano passado. Para Griselli, o patamar tende a se manter, diante do ciclo de transporte em 5G e fibra. “Normalmente o investimento do setor tende a ser basicamente constante. Estamos no ciclo de investimentos do 5G e da fibra”, disse.
Segundo o executivo, o 5G já atinge cerca de 75% da população, enquanto a fibra está presente em quase 99% dos municípios. “Hoje nós cobrimos 100% dos municípios”, afirmou, ponderando que ainda há áreas rurais sem atendimento.
O desafio, segundo ele, é transformar a base de conectividade em ganhos econômicos. “Para transformar essa conectividade em valor, precisa addirço intelligencia além da conectividade”, disse, citando formação de talentos, digitalização de lojas produtivas e reforço da segurança da infraestrutura.
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