Enquanto Curitiba anuncia um Natal com show de águas no Parque Tingui, segunda edição do Disney Celebra no Barigui e projeção de 3,4 milhões de visitantes em 44 dias de programação, o litoral de SP segue sem uma celebração de fim de ano que mobilize turistas e movimente a economia local em escala comparável. A diferença não está no orçamento apenas. Está no planejamento.
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O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Pimentel na quinta-feira (25), no Palácio 29 de Março. O Natal de Curitiba 2026 começa em 24 de novembro e vai até 6 de janeiro de 2027, com mais de 150 atrações espalhadas por parques, praças e ruas da capital paranaense.
Veja abaixo imagens de como foi a edição de 2025:
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O tamanho do evento
Os números impressionam. Em 2025, o Natal de Curitiba atraiu 3,09 milhões de espectadores, um crescimento de 35% em relação a 2024, quando 2,2 milhões de pessoas passaram pela festa. Para este ano, a projeção do Curitiba Turismo (CTur) é de alta de 10%, chegando a 3,4 milhões.
A edição de 2026 marca uma década de realização do evento. A Prefeitura investiu em duas grandes novidades: o show de águas, luzes e música no lago do Parque Tingui, com uma árvore de 35 metros de altura instalada às margens, e a volta do Disney Celebra: Um Natal Inesquecível ao Parque Barigui, viabilizado pela Lei Rouanet.
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Além disso, 40 árvores de Natal serão espalhadas por parques, memoriais, avenidas, estações-tubo e ruas da cidadania. O Circuito do Centro integra a Praça Santos Andrade, a Rua XV de Novembro, o Passeio Público e o Largo da Ordem em um roteiro de experiências natalinas.
E na Baixada Santista?
O contraste é evidente. As nove cidades da Baixada Santista somam 1,8 milhão de habitantes e recebem milhões de turistas no verão, mas a programação de Natal ainda é pulverizada e sem coordenação regional.
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Santos costuma montar árvores na Praça Mauá e na Orla, com apresentações esporádicas da Orquestra Sinfônica. Guarujá e Praia Grande fazem decorações pontuais. Mas nenhuma cidade da região tem um calendário unificado que rivalize com o que Curitiba entrega há uma década.
O que falta?
Especialistas em turismo apontam três gargalos. O primeiro é a falta de continuidade: enquanto Curitiba construiu uma marca de Natal ao longo de dez anos, a Baixada troca de gestão e de prioridades a cada eleição. O segundo é o investimento privado: o Natal de Curitiba tem patrocínio master da Disney e dezenas de apoiadores, enquanto por aqui a adesão do comércio local ainda é tímida. O terceiro é a governança regional: não há uma entidade que coordene as ações das nove cidades para criar um roteiro integrado de fim de ano.
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O impacto econômico
O Natal de Curitiba movimenta hotéis, restaurantes, comércio e serviços informais. Em 2025, a taxa de ocupação hoteleira da capital paranaense ultrapassou 90% durante o período do evento, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Paraná (Abih-PR).
Na Baixada Santista, o verão já garante lotação natural. Mas um Natal estruturado poderia estender a temporada para novembro e início de janeiro, gerando renda para ambulantes, artesãos, músicos e pequenos comerciantes que hoje dependem quase exclusivamente do Carnaval e do Réveillon.
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O que Curitiba faz diferente
A capital paranaense trata o Natal como política pública de turismo, não como evento sazonal. A Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e o Curitiba Turismo planejam a programação ao longo do ano, com captação de recursos via leis de incentivo e parcerias com o setor privado.
Enquanto isso, a Baixada Santista segue sem um plano regional de turismo de fim de ano. O potencial existe: a região tem a maior malha hoteleira do litoral paulista, um dos maiores pólos de gastronomia do estado e uma orla que é cartão-postal nacional. Falta articulação.